quinta-feira, 29 de julho de 2010

KPC

Título Mortalidade nas infecções por klebsiella Pneumoniae produtora de B-lactamase de espectro ampliado em unidade de tratamento intensivo (UTI)
URI http://hdl.handle.net/10183/23005
Autor Freitas, Isabela Osório de
Orientador Teixeira, Paulo Jose Zimermann
Data 2009
Nível Mestrado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Medicina. Programa de Pós-Graduação em Medicina: Pneumologia.
Palavra-chave Infecções respiratórias
Klebsiella pneumoniae
Mortalidade
Resumo Objetivo: Avaliar mortalidade nas infecções por K. pneumoniae produtora de β- lactamase de espectro ampliado (KpESBL) em pacientes internados em unidades de terapia intensiva(UTI). Delineamento do estudo: Estudo de coorte histórico exposto-controlado, no período de janeiro de 2005 a outubro de 2007. Ambiente: UTIs do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC) em Porto Alegre /RS, Brasil. Pacientes: Adultos, maiores de 18 anos, internados nas UTIs e selecionados para completar 70 casos e 140 controles. Método: Os pacientes casos apresentavam infecção hospitalar por KpESBL e foram comparados aos pacientes controle que poderiam apresentar infecção por outro germe ou nenhuma infecção hospitalar (IH) na relação 1:2. Seguimento de 30 dias em ambos os grupos. As curvas de mortalidade foram realizadas pelo método de Kaplan-Meier. Resultados: Em ambos os grupos, o maior desfecho foi a cura. A taxa de mortalidade foi de 42,9% nos casos e 48,6% nos controles. O presente estudo não demonstrou diferença estatística na mortalidade entre os pacientes com infecção por KpESBL e o grupo controle, tanto na análise univariada (risco relativo ( RR)= 0,8 e intervalo de confiança (IC) de 95%, 0,52-1,23), como na regressão de Cox com fatores ajustados (RR= 0,86; IC95%= 0,54-1,35). Conclusões: Os pacientes com infecção por KpESBL não apresentaram maior mortalidade que os demais pacientes da UTI. Os pacientes com infecção por KpESBL que apresentaram infecção urinária e tiveram a terapia empírica adequada demonstraram menor mortalidade.
Abstract Objective: To evaluate mortality rate due to infections by extended-spectrum β-lactamase-producing Klebsiella pneumoniae (ESBL-Kp) among patients in intensive care unit (ICU). Study design: Historical exposed-control cohort study conducted from January 2005 to October 2007. Setting: ICUs of Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC) in Porto Alegre, Brazil. Patients: Adult patients older than 18 years hospitalized in ICU and enrolled up to 70 cases and 140 controls. Method: The patients in the case group, who had nosocomial infection by ESBL-Kp, were compared with control patients, who had infections by other organisms or no nosocomial infection (NI), at a 1:2 ratio. Both groups were followed up for 30 days. Mortality curves were estimated using the Kaplan-Meier method. Results: In both groups, the most frequent outcome was the cure. Mortality rate was 42.9% in the case group and 48.6% in the control group. There were no statistic differences in mortality between patients with ESBL-Kp infection and the control group in univariate analysis (Hazard ratio (HR = 0.8; 95% confidence interval( CI), 0.52 – 1.23) or in Cox regression with adjusted factors (HR = 0.86; 95%CI, 0.54 – 1.35). Conclusions: Patients with ESBL-Kp infection did not have higher mortality rates than the control patients in the ICUs. Patients with ESBL-Kp infection, urinary infection or who received adequate empirical therapy had lower mortality rates.

Declínio do plâncton

Cientistas detectam declínio no plâncton dos oceanos
Os números são desconcertantes e assustadores, dizem os pesquisadores



Células microscópicas de Rhizosolenia setigera, uma das espécies do fitoplâncton. Karl Bruun/AP
A despeito de seu tamanho, as minúsculas plantas marinhas conhecidas como o fitoplâncton são cruciais para boa parte da vida na Terra. São o alicerce da cadeia alimentar dos oceanos, produzem metade do oxigênio do mundo e absorvem gás carbônico. E sua população está em queda acentuada.

Os níveis mundiais de fitoplâncton caíram 40% desde os anos 50, de acordo com estudo publicado na edição desta semana da revista científica Nature. A causa provável é o aquecimento global, que dificulta o acesso do plâncton a nutrientes, dizem os pesquisadores.

Os números são desconcertantes e assustadores, dizem os pesquisadores canadenses que conduziram o estudo e um especialista dos Estados Unidos.

"É preocupante porque o fitoplâncton é a moeda básica de tudo que acontece no oceano", disse o biólogo Boris Worm, da Universidade Dalhousie, um coautor do trabalho. "É como uma recessão... que estivesse perdurando por décadas".

Meio milhão de pontos de informação, datando de 1899, mostram que os níveis de fitoplâncton em praticamente todos os oceanos do mundo começaram a cair nos anos 50. As maiores mudanças ocorreram no Ártico, no Atlântico sul e equatorial e no Pacífico equatorial. Apenas o Oceano Índico não mostra declínio. Os autores do estudo afirmam que, a despeito da redução, é muito cedo para dizer que o fitoplâncton esteja a caminho de desaparecer.

A principal cientista de mudança climática do serviço geológico do governo dos EUA, Virginia Burkett, disse que os números do plâncton são preocupantes e mostram problemas que não podem ser vistos apenas com a observação de espécies mais populares, como golfinhos ou baleias.

"Essas espécies diminutas indicam que mudanças de larga escala nos oceanos estão afetando os produtores primários do planeta", disse ela, que não tomou parte no estudo.

Quando o fitoplâncton diminui, como ocorre no ciclo do El Niño, pássaros e mamíferos marinhos morrem de fome em grande quantidade, dizem especialistas.


"Fitoplâncton, no fim, afeta todos nós em nossas vidas", disse o principal autor do trabalho, Daniel Boyce. "Muito do oxigênio em nossa atmosfera hoje foi produzido por fitoplâncton ou precursores de fitoplâncton nos últimos 2 bilhões de anos".

Worm explica que, quando a superfície do mar se aquece, a água quente no topo não se mistura mais tão facilmente com a água fria abaixo. Isso faz com que seja mais difícil para o fitoplâncton, que é leve e frequentemente vive perto da superfície, obtenha nutrientes das águas mais profundas.

Estudos anteriores sobre plâncton se valeram basicamente de dados de satélite, que só vão até 1978. Mas Worm e colegas usaram uma abordagem de baixa tecnologia, discos criados pelo cientista Pietro Angelo Secchi no século 19. Os discos medem a opacidade dos oceanos. Quando mais opacas as águas, mais plâncton. Cientistas independentes disseram que a abordagem é válida.

Possível descobrimento de novos planetas.

O telescópio espacial Kepler, da Nasa, criado para buscar planetas semelhantes ao nosso, já encontrou pelo menos 140 candidatos que podem se encaixar na categoria, todos astros com menos de duas vezes o raio da Terra. Este é o grupo dominante na lista de cerca de 700 novos mundos descobertos pela sonda. A informação foi divulgada há alguns dias por um coinvestigador da missão, Dimitar Sasselov, durante um evento realizado em Oxford, Inglaterra.

Até agora, o conjunto de exoplanetas – como são chamados os mundos encontrados em órbita de outras estrelas – era dominado por objetos muito maiores que a Terra e mais parecidos com os planetas gigantes do Sistema Solar, como Júpiter ou Netuno. Existem, no momento, cerca de 400 exoplanetas confirmados.

Vídeo da apresentação feita em Oxford mostra Sasselov afirmando que, embora os candidatos ainda precisem ser confirmados, “o resultado estatístico é alto e claro (…) planetas como a nossa Terra estão lá fora. Nossa Via Láctea é rica nesse tipo de planeta”.

(Nesse contexto, um planeta “semelhante à Terra” não seria necessariamente hospitaleiro ou habitável — Mercúrio, Vênus e Marte, por exemplo, encaixam-se na categoria.)

Em junho, a equipe do Kepler havia anunciado a descoberta de mais de 700 novos candidatos a planeta. O anúncio causou polêmica porque apenas os dados de 306 desses candidatos foram liberados para que cientistas de todo o mundo pudessem analisá-los e confirmar, ou não, a presença de outros planetas fora do Sistema Solar. O restante da massa de dados, referente a 400 planetas, só seria divulgada em fevereiro de 2011.

A apresentação de Sasselov causou surpresa não só por vir pouco mais de um mês após o anúncio oficial dos 700 candidatos, mas também por ter sido feita num evento fechado e realizado fora dos Estados Unidos. A Nasa costuma divulgar resultados de grande impacto em eventos abertos e com ampla cobertura de mídia. Em 1996, o anúncio da descoberta de possíveis fósseis em um meteorito marciano envolveu até mesmo o então presidente Bill Clinton.

Sasselov, búlgaro, atualmente atua no Departamento de Astronomia da Universidade Harvard. Depois da tempestade de questionamentos que se seguiu a sua apresentação em Oxford, incluindo acusações de falta de transparência dirigidas aos pesquisadores ligados ao Kepler, ele preparou uma declaração para ser publicada no blog da missão. Ela ainda não tinha aparecido até o começo da noite desta terça-feira.

ADENDO: Uma curta nota de esclarecimento de Sasselov apareceu no site da Nasa e, por volta das 21h, uma postagem mais detalhada veio à tona no blog da missão Kepler. Nela, o pesquisador esclarece que “semelhante à Terra”, no jargão que usou na palestra de Oxford, pode não significar planetas realmente muito parecidos com o nosso (como notado no parágrafo entre parênteses mais acima).

Mais informações:

http://blogs.estadao.com.br/carlos-orsi/2010/07/27/kepler-pode-ter-descoberto-mais-de-100-planetas-do-tamanho-da-terra/

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Áreas da biologia

Biologia Celular: ramo da Biologia dedicado ao estudo das propriedades fisiológicas das células em nível microscópico e celular.

Biologia do Desenvolvimento: ramo da Biologia dedicado ao estudo do processo que envolve o crescimento e o desenvolvimento dos organismos.

Biologia Molecular: ramo da Biologia dedicado ao estudo da vida, em nível molecular.

Botânica: ramo da Biologia dedicado ao estudo das plantas.

Ecologia:
ramo da Biologia dedicado ao estudo das interações dos seres vivos entre si e com o meio.

Embriologia: ramo da Biologia dedicado ao estudo da formação do animal a partir de uma única célula indiferenciada.

Etologia: ramo da Biologia dedicado ao estudo do comportamento animal.

Evolução: ramo da Biologia dedicado ao estudo da descendência das espécies e evolução destas.

Ficologia: ramo da Biologia dedicado ao estudo das algas.

Filogenia: ramo da Biologia dedicado ao estudo das relações de parentesco entre os organismos.

Fisiologia: ramo da Biologia dedicado ao estudo do funcionamento do organismo.

Herpetologia: ramo da biologia dedicado ao estudo dos répteis e anfíbios.

Ictiologia: ramo da Biologia dedicado ao estudo dos peixes.

Mastozoologia: ramo da Biologia dedicado ao estudo dos mamíferos.

Micologia: ramo da Biologia dedicado ao estudo dos fungos.

Microbiologia: ramo da Biologia dedicado ao estudo dos micróbios.

Ornitologia: ramo da Biologia dedicado ao estudo das aves.

Sistemática: ramo da Biologia dedicado ao estudo da biodiversidade, sua descrição e análise de relações de parentesco.

Zoologia: ramo da Biologia dedicado ao estudo dos animais.

FloWer


A flor é o aparelho reprodutor dos vegetais mais evoluídos,

que são as Gimnospermas e as Angiospermas.

Nas Gimnospermas, que surgiram primeiro, as flores são incompletas, pois além de não possuirem sépalas e pétalas, que formam o revestimento externo, não produzem os óvulos dentro de um ovário, não formando, portanto, frutos.

As Angiospermas, por outro lado, surgiram mais tarde e suas flores são completas, nelas os óvulos, que irão produzir as sementes, se formam dentro de uma estrutura fechada, o ovário, que irá se transformar no fruto.

Origem das flores

As flores se originam de gemas ou botões florais localizados em posições diversas, geralmente nas extremidades dos ramos.

Constituição de uma flor completa

Pedúnculo - é ramo de caule em cuja extremidade a flor se forma
Receptáculo - exctremidade do pedúnculo onde as peças da flor se fixam
Sépalas - folhas modificadas, geralmente verdes, cuja função é de proteção.

As sépalas fecham botão floral antes que este se abra. Seu conjunto denomina-se cálice
Pétalas - folhas modificadas, geralmente coloridas, cuja função é proteger os órgãos reprodutores e atrair pássaros ou insetos, que irão transportar os grãos de pólem de uma flor a outra. Seu conjunto forma a corola.
Estames - folhas modificadas que são os órgãos reprodutores masculinos do vegetal e cuja função é produzir os grãos de pólen. O conjunto dos estames é chamado de androceu
Carpelos - órgãos reprodutores femininos que formam um ovário onde serão produzidos os óvulos.O conjunto dos carpelos forma o gineceu ou pistilo.

Obs: o cálice, a corola, o androceu e o gineceu, que são os conjuntos formados por peças iguais, são denominados de verticilos florais.

Simetria Floral

Conforme a sua simetria as flores podem ser classificadas em:
Zigomorfas - com simetria bilateral
Actinomorfas - com simetria radial
Assimétricas - sem qualquer simetria

Verticilos protetores

O cálice e a corola são os verticilos protetores das flores e o seu conjunto pode ser chamdo de perianto (quando as sépalas e as pétalas são diferentes) ou perigônio (quando as sépalas e as pétalas são iguais em cor e tamanho). Neste último caso as sépalas e as pétalas são chamadas de tépalas.

Aclamídea sem cálice nem corola
Monoclamídea apenas um dos dois, ou cálice ou corola
Diclamídea Homeoclamídea com cálice e corola iguais ou perigônio
Heteroclamídea com cálice e corola diferentes ou perigônio

Número de peças por verticilo

O número de peças por verticilo floral é uma das principais caraacterísticas usadas na classificação das Angiospermas.Assim, poderemos ter:

Flores dímeras - aquelas que têm duas peças por verticilo.

Flores trímeras - diz-se da flor organizada com base no número três, ou seis.

Flores tetrâmeras - diz-e da flor cujos verticilos se compõem de quatro elementos.

Flores pentâmeras - diz-se da flor organizada com base no número cinco ou múltiplo.

Verticilos reprodutores

Os verticilos reprodutores são o Androceu e o Gineceu, formados respectivamente por estames e carpelos.

Conforme possuam um ou os dois sexos, as flores podem ser: Monóclinas (hermafroditas) quando possuem os dois sexos, ou Díclinas quando os sexos são encontrados em flores diferentes.

Vegetais Monóicos e Dióicos

Os vegetais são monóicos ou hermafroditas quando os dois sexos são encontrados num mesmo indivíduo, numa mesma fllor (monóclina) ou em flores diferentes (díclinas).
Os vegetais dióicos ou unissexuados, por outro lado, possuem apenas um sexo em cada pé e suas flores, portanto, só podem ser díclinas.


Verticilos reprodutores

Androceu

É o verticilo reprodutor masculino, formado por folhas modificadas denominadas estames, cuja função é a produção dos grãos de pólen e que são constituidos por três partes:

Antera - parte superior do estame com forma globulosa e cuja função é de produzir os grãos de pólen.
Conetivo - local por onde o filete se fixa na parte superior do estame que é a antera.
Filete- é a haste que liga o estame ao receptáculo da flor.

Conforme o número de estames o androceu pode ser:

Isostêmone - quando o número de estames é igula ao número de pétalas
Anisosêmone - quando o nmero de estames é diferente do número de pétalas
Gamostêmone - quando os estâmes estão fundidos uns com os outros
Dialistêmone - com os estames estão livres, não fundidos

Antera
A antera é parte fertil do estâme onde serão produzidos os grãos de pólen.
Vamos analizá-la ainda jóven, antes de produzirem grãos de pólen e depois de madura, quando os grãos de pólen já estão formados.

Antera jovem - logo que a flor se abre a antera ainda não está madura e ainda não produziu grãos de pólen.
Fazendo-se um corte transversal, verifica-se que é dividida simetricamente em duas metades (tecas), existindo em cada uma delas duas cavidades denominadas sacos polínicos, revestidas por uma camada nutritiva de células denominada "tapetum". Verifica-se, também que, abaixo da epiderme, existe uma camada de celulas com paredes reforçadas, denominada endotécio ou camada mecância. Nesta fase, dentro de cada saco polínico são encontradas células que, como todas as demais, são diplóides, chamadas de "células mãe de grão de pólen".

Antera adulta - nesta fase as células-mãe, que eram diplóides, sofreram meiose e deram origem a grãos de pólen, haplóides e binucleados. Verifica-se que a camada nutritiva que rodeava os sacos polínicos desapareceu, bem como a camada intermediária (entre os sacos polínicos), ficando em casa teca uma grande cavidade, denominada câmara polínica, cheia de grãos de pólen. A partir deste momento a antera irá se abrir e o pólen será transportado até os órgãos femininos desta mesma flor ou de outra.

O grão de pólen
O grão de pólen é uma célula binucleada (núcleo vegetativo e núcleo reprodutivo) cercada por duas membranas a exina (mais externa) e a intina ( mais interna). A exina é cheia de rugas que permitirão a fixação na parte superior do carpelo, para que depois possa haver a fecundação.

O grão de pólen é um esporo (micrósporo) e ainda não é o gameta masculino do vegetal, este será formado mais tarde quando, dentro do tubo polínico o núcleo reprodutivo se dividir formando dois anterozóides.

Gineceu ou pistilo

É o verticilo reprodutor feminino das angiospermas, formado por folhs modificadsa, denominadas carpelos.

Os carpelos, que são folhas modificadas com os bordos fundidos, são constituidos de três partes:

Estígma - parte suprior do carpelo, rugosa, onde deve cair o grão de pólen
Estilete - tubo que liga o estilete ao ovário, por onde deve crescer o tubo polínico
Ovário - parte basal, dilatada, onde são produzidos os óvulos, que formarão sementes

Tipos de gineceu

Simples - formado por um só carpelo
Apocárpico - formado por diversos carpelos não fundidos. Dá origem a diversos frutos em uma mesma flor
Sincárpico - formado por diversos carpelos fundidos que vão formar um único fruto.

Tipos de ovário

Unicarpelar, unilocular - formado por um só carpelo que forma uma só cavidade (lóculo). É encontrado nos gineceus simples e nos apocárpicos.
Pluricarpelar unilocular - formados por diversos carpelos que formam uma única cavidade. É encontrado nos gineceus sincárpicos e forma frutos com uma única cavidade interna.
Pluricarpelar plurilocular - formado por diversos carpelos que formam diversas cavidades. É encontrado nos gineceus sincárpicos e forma frutos com o interior dividido em gomos.

Placentação

É o estudo da posição em que os óvulos se fixam na parede interna do ovário e, quando este se transformar no fruto, será a posição em que ficarão as sementes.

Tipos de placentação

Central - quando o óvulo se fixa no centro e no fundo do ovário. Ex: pêssego, manga, côco

Parietal - quando o óvulo se fixa nas paredes laterais do ovário. Ex: vagem, amendoim

Axial - nos ovários pluricarpelares pluriloculares, quando os óvulos se fixam no eixo central formado pelo ponto de encontro dos carpelos. Ex: laranja

Difusa - espalhada por toda a parede do ovário. Ex: mamão


O Óvulo

O óvulo, que é uma das principais conquistas evolutivas do Reino Vegetal , surgiu com o aparecimento da flor.
Além de produzir um gameta feminino dentro de uma estrutura protetora, ao se transformar na semente, cria um ambiente protegido onde o embrião pode sobreviver durante longos períodos esperando condições favoráveis para a germinação. E, quando esta acontece, proporciona as reservas nutritivas necessárias para que a plântula possa iniciar o seu crescimento.

Formação do óvulo

Nas Angiospermas, o óvulo ou os óvulos, começam a se formar no interior do ovário, a partir da placenta.
1 - No início é um pequeno calombo dentro do qual há uma célula grande, diplóide, denominada "célula mãe de megasporo"
2 - A célula mãe sofre meiose e forma quatro megasporos haplóides
3 - Dos quatro megasporos três degeneram e sobra apenas um.
4 - O núcleo do megasporo se divide por mitose formando oito núcleos haplóides
5 - Os oito núcleos originam as sete células que formam o saco embrionário: a oosfera, as sinérgides, as antipodas e uma grande célula central - o mesocisto - com dois núcleos (núcleos polares).

Veja a descrição do óvulo abaixo:

Tegumento - ou casca, formado por duas camadas de células: a primina(mais externa) e a secundina (interna).
Nucela - tecido nutrivo do óvulo das Angiospermas que envolve o saco embrionário.
Saco embrionário - formado pela meiose de uma célula mãe inicial e composto, em muitos casos, por sete células haplóides: a oosfera, duas sinérgides, três antipodas e uma grande célula central, o mesocisto, com dois núcleos (núcleos polares). É a parte fértil do óvulo.
Funículo - é o pedúnculo que liga o óvulo (e mais tarde a semente) à placenta.
Hilo - porção terminal do funículo. É o lugar por onde, mais tarde, a semente se destacará do fruto.
Chalaza - parte basal da nucela que se liga ao funículo através do hilo.
Micrópila - pequena abertura na extremidadade superior do óvulo. Geralmente é por ela que penetra o tubo polínico.
Placenta - local na parede do ovário onde o óvulo se fixa e por onde, mais tarde, a semente se liga ao fruto..

Tipos de óvulo

Ortótropo - é o óvulo em que o hilo a chalaza e a micrópila estão em uma mesma lina reta.
Anátropo - é o óvulo cujo eixo principal é curvo e a micrópila fica virada para a placenta.
Campilótropo - é o óvulo recurvado em que a micrópila e a chalaza se aproximam em um mesmo plano horizontal.

Tipos de flores em relação à posição do ovário

Hipógina - é a flor em que o ovário se coloca no receptáculo em um ponto que fica acima do plano em que as outras peças se fixam.
Perígina - é a flor em que as demais peças se fixam em um plano que corta o ovário.
Epígina - é a flor em que o ovário é envolvido pelo receptáculo ficando todo ele abaixo do plano em que as outras peças se fixam.

Diagrama floral

Chama-se de diagrama floral à representação esquemática de uma flor como se fosse projetada em um plano horizontal.
O diagrama permite que os botânicos comparem as flores de espécies diferentes, permitindo o seu reconhecimento e classificação. Através dele é possível verificar o número de peças em cada verticilo, sua posição relativa e se estão concrescidas ou não.

Fórmula floral

É a representação de uma flor, também para que possa se comparada e reconhecida, só que agora atavés de uma fórmula em que são usados letras, números e simbolos gráficos.

Assim teremos:

K = cálice ou S = sépalas
C = corola ou P = Pétalas
A = androceu ou E = estames
G = gineceu ou C = carpelos

Usa-se algarismos para mostrar o número de peças em cada ciclo e, se estiverem soldadas entre si, coloca-se entre parentesis.

As letras H, P ou E, colocadas no final, indicam se a flor é hipógina perígina ou epígina e os símbolos " */* "ou " * " indicam , respectivamente se a simetria é bilateral ou radial.

Veja o exemplo abaixo:


Fórmula: K5 C(5) A5+5 G(6) H *

Da flor acima se pode dizer:
1 - É acompanhada por uma bráctea
2 - É de dicotiledônea, pois se pode ver que é pentâmera e heteroclamídea.
3 - É actinomorfa, pois possue simetria radial
4 - Possue calice dialisépalo (sépalas soltas)e corola gamopétala (pétalas fundidas).
5 - O androceu é diplostêmone (o número de estames é o dobro do número de pétalas) e tem dois ciclos concêntricos de estames
6 - O gineceu é sincárpico, formado por seis carpelos fundidos que formam um ovário pluricarpelar plurilocular, com placentação axial.

Pela fórmula floral que a acompanha, pode-se ver que a flor é hipógina e, portanto, tem ovário súpero.

Grão de pólen


O grão de pólen ou também denominado de micrósporo, representa a estrutura reprodutiva masculina das plantas fanerógamas, e são produzidos por meiose no microsporângio. Normalmente são revestidos por paredes de celulose ornamentadas, característica de cada família ou mesmo auxiliando na identificação das espécies de plantas.

De forma geral, são pequenos, arredondados, alguns alados, contendo projeções que proporcionam o processo de polinização anemofílica (realizada pelo vento), ou demais estruturas adaptadas ao ambiente, especializadas conforme a dispersão na água (polinização hidrófila) ou através de atrativos a insetos (polinização entomófila).

No interior de um grão de pólen localiza-se um gametófito masculino (microprótalo) imaturo. Quando esse atinge a flor, portadora de estrutura reprodutiva feminina (estilete, estigma e ovário), o microprótalo nele contido se desenvolve e forma o tubo polínico por onde descem dois núcleos espermáticos. Um desses núcleos fecunda a oosfera (formando o embrião) e o outro se funde aos núcleos polares no interior do óvulo, formando o albúmen (tecido nutritivo triplóide)..