terça-feira, 15 de dezembro de 2009

CObras

MILKSNAKE
Nome científico: Lampropeltis triangulum
Ambiente: desde as regiões semi-áridas da fronteira dos EUA-México até a base das montanhas rochosas.
Hábitos: noturnos, os animais que vivem mais ao norte, ou em grandes altitudes, hibernam no inverno.
Porte: em cativeiro, chegam a cerca de 40 a 120 cm.
Temperatura: deve ser mantida entre 22º e 30º C, de acordo com a origem do animal. Temperaturas abaixo de 10º C obrigam os animais a entrar em hibernação.
Terrário: uma caixa de vidro de 1000 litros de profundidade e sempre fechada para evitar fugas. Preferencialmente, uma das faces deve ser coberta. Coloque arbustos e plantas baixas. Alguns galhos são necessários para que a cobra posa se enrodilhar e ofereça também um tanque d’água para banhos.
Alimentação: principalmente camundongos, aceitando também lagartos que podem ser oferecidos vivos.
Dimorfismos: a cauda dos machos é mais longa e a das fêmeas é mais achatada.
Reprodução: ocorre na primavera com o aumento da temperatura e a fecundação é interna. Em terrários, o aumento da temperatura e da umidade relativa predispõe a cobra para a cruza.
Obs: o período de alimentação da cobra comumente é de um camundongo por semana.



@ JIBOIA ESMERALDA
Nome científico: Corallus caninus.
Ambiente: florestas tropicais úmidas.
Hábitos: arborícolas, vivendo sempre perto de rios. Raramente descem à grama mesmo para refrescar-se: fazem um gancho com o corpo e projetam a cabeça em direção ao solo.
Porte: de 1,50 a 2,50 m.
Temperatura: entre 25º e 30º C. À noite pode-se baixar a temperatura( nunca menos de 20º C).
Iluminação: fora da estação do acasalamento, os períodos de luz e sombra devem Ter idêntica duração.
Terrário:pelos hábitos da jibóia esmeralda, o terrário deve ser mais alto do que largo.O ideal tem 1 m2 .de área e 2 m. de altura. Devendo ser instalados galhos horizontais com a distância mínima de 1 m. do “chão” para a cobra se enrodilhar(enrolar). O fundo deve ser forrado de folhas secas e deve ser providenciado um espelho d’água.
Alimentação: em seu habitat, comem pássaros, morcegos e lagartos; em cativeiro podem ser acostumados com ratos e camundongos previamente abatidos; às vezes é necessário segurar a presa(devendo ser feito com pinças longas) para as cobras que comem bem menos do que pítons e outras boas(jibóias) e em períodos mais espaçados.
Dimorfismos: os machos apresentam 14 ou 15 escamas sub caudais enquanto as fêmeas tem apenas três.
Reprodução: a elevação da temperatura, do tempo de exposição à luz e da umidade relativa do ar predispõe ao acasalamento. Criadores tem obtido sucesso na reprodução de casais que são criados juntos e também com a introdução de um macho no ambiente de duas fêmeas ou mais.
Obs: a identificação do sexo deve ser feita por um veterinário ou criador experiente.



@ PITON REAL
Nome científico: Python regius
Ambiente: matas abertas, campos e savanas. Podem ser também encontrada em campos de cultivo.
Temperamento: os capturados adultos apresentam dificuldade de aclimatação, deixando-se inclusive morrer de fome. Os problemas mais comuns são parasitoses internas e externas e machucados sofridos na captura e transporte.
Longevidade: em cativeiro vivem entre 20 e 30 anos. Há um espécime, no Zoológico da cidade do México, com 47 anos de idade.
Porte: de 1 a 1,50 m.(o recorde em cativeiro é uma cobra norte americana de 1,80m.).
Temperatura: entre 26º e 33º C. À noite pode ficar entre 21º e 26º C. Para controlar a temperatura, o ideal é o termostato externo, já que as pedras térmicas podem causar queimaduras na pele da cobra. No caso de aquecedores instalados embaixo do viveiro, a área do aquário que fica em contato com o calor deve ser coberto com pedras de ardósia, que irradiam o calor.
Terrário: um aquário com capacidade de 75 a 100 litros oferece espaço para um espécime, mas o ideal são os maiores (cerca de 200 litros). No substrato, córtex de árvores e folhas secas. Galhos e pedras decorativas decorativas devem ser introduzidas para auxiliar as cobras na troca de pele. Um esconderijo(que pode ser de madeira)é fundamental, pois alguns espécimes só se alimentam quando estão ocultos. É preciso que se ofereça água para a cobra beber e molhar a pele.
Alimentação: camundongos e ratos abatidos. Animais que recusem alimento por 2 meses devem ser levados ao veterinário.
Obs: atenção, nunca ofereça gerbils e hamsters para alimentá-las pois se tornam animais agressivos na presença de predadores, podendo matar a cobra.



@ PITON RETICULADA
Nome científico: Python reticulatus
Hábitos: arborícolas. Vivem sempre perto de fontes d'água. Com o crescimento populacional é comum encontrar pítons reticuladas nas áreas suburbanas das grandes cidades, como Bangcoc(Tailândia) e Kuala Lampur(Indonésia).
Porte: entre 7,5 e 9m.. Já foi encontrado um espécime de 13m. em Sulawesi(Indonésia), morto em 1912.
Temperatura: entre 25º e 30º C.
Terrário: espaçoso e resistente(3mx2mx1,5m). Deve ser reservada uma área de segurança (uma "gaiola" com portas gradeadas de saída e acesso ao interior do ambiente). O terrário deve ficar permanentemente trancado.
Alimentação: alimentam-se de mamíferos, como camundongos, podendo ser oferecidas aves, como galinhas. Embora em seu habitat ataque animais maiores: veados, macacos, poscos.
Dimorfismos: a diferenciação só pode ser feita através de exame veterinário. Em geral, as fêmeas são maiores.
Reprodução: as pítons tornam-se maduras aos dois anos de idade. A fecundação é interna, através da pressão das cloacas.
Obs: nascem alaranjados, existindo espécies variados como calico, albino, tigrado e supertigre.



@PITON DA BIRMÂNIA
Nome científico: Piton molurus bivittatus
Ambiente: Florestas e campos.
Hábitos: Noturnos.São animais terrestres e agressivos. Sobem em árvores com facilidade mas devido ao peso de seu corpo, é dificilmente encontrado em árvores. Matam suas vítimas por asfixia e raramente encontram-se na água apesar de nadarem bem.
Longevidade: Podem viver mais de 30 anos.
Porte: Aproximadamente 7,50 metros.
Temperatura: Semelhante à do ambiente.
Alimentação: Alimentam-se de todos os mamíferos que conseguem capturar, desde roedores até felinos. Consumindo também aves, lagartos e outros vertebrados.
Postura: Após a postura, a fêmea mantém-se sobre os ovos com a mesma finalidade das aves, para aquecê-los.



@ RATSNAKE
Nome científico: Elaphe obsoleta
Ambiente: florestas temperadas, pântanos, locais rochosos(com vegetação) e com a ampliação das terras cultivadas, adaptou-se em viver nas fazendas.
Hábitos: arborícolas. Caçam durante o dia na primavera e outono; no verão tornam-se noturnas. Sob temperaturas muito baixas, reduzem o seu metabolismo e ficam praticamente imobilizadas.
Porte: média de 1,80m., mas existem exemplares maiores.
Temperatura: entre 20º e 25º C.
Iluminação: os períodos de luz e sombra devem ter a mesma duração; a redução de luz obriga o animal a diminuir seu metabolismo e enquanto o aumento favorece o acasalamento.
Terrário: em função do seu hábito arborícola, deve ser mais alto que largo. As dimensões ideais são 80cm de largura e 150cm de altura.
Alimentação: camundongos são o prato principal. No seu ambiente natural coletam também ovos e pássaros.
Reprodução: a corte, bastante rápida, ocorre na primavera. Os ovos(de 6 a 14) são botados um mês depois e, algumas vezes, uma segunda postura ocorre no final do verão.



FICHAS - RESUMO


@ JIBÓIA
Nome científico: Boa constrictor.
Distribuição: Do México ao norte da Argentina.
Ambientes: Matas, Cerrados e Caatingas.
Alimentação: Alimenta-se de roedores, aves, coelhos, entre outros.
Reprodução: Produz de 8 a 49 filhotes por ninhada, após gestação de 127 a 249 dias.
Longevidade: Aproximadamente 20 anos de idade.



@ SUCURI
Nome científico: Eunectes notaeus.
Distribuição: Região central da América do Sul.
Ambientes: Rios, lagos e matas próximos a rios.
Alimentação: Alimenta-se de roedores, aves, coelhos, etc.
Reprodução: Produz de 5 a 19 filhotes por ninhada, após gestação de 225 a 270 dias.
Longevidade: Aproximadamente 30 anos de idade.
Obs.: A Sucuri é também conhecida, e muito, como Anaconda.


Nome comum
Cobra-de-água-de-colar

Nome científico
Natrix natrix

Identificação
Cobra relativamente grande que mede, em geral, cerca de 100 a 120 cm de comprimentos total, mas pode, por vezes, atingir os 200 cm. Cabeça larga, relativamente grande, bem diferenciada do resto do corpo e com focinho arredondado. Em geral com uma placa pré-ocular, três pós-oculares e sete supralabiais (mais raramente seis ou oito). Corpo robusto, coberto dorsalmente por escamas carenadas, que se encontram distribuídas em 19 fiadas no centro do corpo. Dorso com uma coloração de fundo acizentada, acastanhada ou verde olivácea, podendo apresentar pequenas manchas escuras dispersas irregularmente. As escamas supralabiais apresentam, frequentemente, um rebordo negro na zona de sutura. Região ventral de cor esbranquiçada ou acizentada, com manchas quadrangulares escuras.

Habitat
Habita uma grande variedade de biótopos, ocorrendo quase sempre junto a cursos de água, lagoas ou charcos, preferencialmente em bosques, zonas agrícolas e matagais. Pode encontrar-se também em águas salobras.

Reprodução
A sua reprodução ocorre sobretudo durante a Primavera e o Outono. Os acasalamentos têm lugar entre Abril e maio, embora possam ocorrer também entre o final do Verão e o Outono. As fêmeas depositam 6-70 ovos, entre Junho e Julho, em geral debaixo de troncos de madeira, montes de estrume e em buracos naturais. Em alguns casos, a postura é comunal, podendo-se observar num mesmo local centenas de ovos, inclusivamente misturados com os da cobra-de-água-viperina. A eclosão ocorre após um mês e meio a dois meses de incubação, normalmente entre finais de Agosto e Outubro. A maturidade sexual é atingida entre 4-5 anos, nas fêmeas (sensivelmente a partir dos 60 cm de comprimento total) e aos três anos, nos machos (a partir dos 40 cm de comprimento total).

Curiosidades
A longevidade máxima observada é de 19 anos de idade.

A sua alimentação é constituída essencialmente por invertebrados, anfíbios (larvas e adultos) e peixes. Ocasionalmente inclui também na dieta micromamíferos e répteis.

Vesícula Biliar

Vesícula Biliar
O que é vesícula biliar, função, armazenamento da bile, cálculos da vesícula

Introdução

A vesícula biliar é um órgão muscular responsável pelo armazenamento da bile e está presente na maioria dos vertebrados. No ser humano é um saco membranoso no formato de pêra, que se situa abaixo da superfície do lóbulo direito do fígado, logo atrás das costelas inferiores.

Conhecendo vesícula biliar

A função da vesícula é armazenar a bile segregada pelo fígado, que chega nela através dos condutos hepático e cístico e lá permanece até ser solicitada pelo aparelho digestório.

Quando funciona dentro da normalidade, a vesícula esvazia seu conteúdo através do conduto biliar no duodeno para facilitar a digestão, favorecendo assim, os movimentos dos intestinos e a absorção dos nutrientes. Além disso, evita a putrefação e emulsiona as gorduras.

Problemas da vesícula

O problema mais freqüente da vesícula biliar é a presença de cálculos, cuja forma e tamanho varia desde o tamanho de um grão até o tamanho de uma pêra. São formados por sais biliares e são mais freqüentes nos diabéticos, em pessoas negras, mulheres, especialmente nas que sofrem de obesidade e aquelas que já passaram por múltiplas gestações. Sabe-se que sua incidência aumenta com a idade.

As principais razões para a formação dos cálculos são a existência de quantidade excessiva de cálcio e colesterol na bile e a retenção de bílis na vesícula durante um período prolongado. O tratamento mais habitual para este problema é a remoção dos cálculos através de cirurgia, porém, a casos nos quais a intervenção cirúrgica pode ser substituída por outros tratamentos que só poderão ser indicados pelo médico.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O que acontece quando estamos estressadas (os)?

1. O que é estresse?
O estresse é uma resposta adaptativa do organismo a situações que podem perturbar o equilíbrio natural. Estas situações geram um estado de excitação emocional, levando à liberação de diversas substâncias, dentre elas a adrenalina. Como resultado, aparecem alterações emocionais e orgânicas, tais como: sensação de ansiedade, sudorese, taquicardia e palpitações. Esta reação é produzida pelo organismo, em um esforço para lidar com uma situação de dificuldade.
A reação de estresse é muito variável e depende das características da pessoa e do meio em que ela vive. Ao longo da vida, ocorrem diversas situações estressoras e as respostas a elas variam com o indivíduo. Uma mesma situação pode provocar estresse em uma pessoa e não afetar a vida de outra.
As situações e acontecimentos que geram a resposta de estresse são denominados estressores. Existe uma grande variedade de estressores, que podem ser classificados como:
- físicos: exposição a temperaturas extremas ou radiação, por exemplo.
- químicos: uso de medicamentos, drogas ou intoxicações.
- biológicos: acidentes, cirurgias ou hemorragias.
- psicológicos: condições de emprego, relações familiares, mortes de entes queridos ou separações.
- sociais: ganhar um prêmio, ser promovido ou não ter dinheiro para pagar as contas.
2. O que ocorre no organismo durante a reação de estresse?
O estresse é constituído, basicamente, por 3 fases, denominadas: alarme, resistência e exaustão.
Na fase de alarme, o organismo mobiliza as suas forças para a defesa contra o agente estressor. Ocorre a liberação de diversas substâncias e hormônios, principalmente a adrenalina. Com isso surgem sintomas, como: taquicardia, dor de cabeça, aumento da pressão arterial, sudorese, irritação, insônia, cansaço, zumbido no ouvido, alterações intestinais, mãos e pés frios, pesadelos e tensão muscular. Se a situação de estresse for resolvida, o corpo volta ao equilíbrio normal. Caso contrário, tem início a fase de resistência.
Nesta fase, começam a aparecer alterações psicológicas, como sensação de medo, nervosismo, alteração do apetite, ansiedade e isolamento.
A fase de exaustão é a fase final da reação de estresse, que ocorre após algum tempo de exposição permanente ao estresse. Neste caso, começa a ocorrer sobrecarga de órgãos e sistemas do organismo, predispondo ao aparecimento ou agravamento de doenças.
O estresse prolongado está relacionado a diversas doenças. A liberação de substâncias em resposta ao estresse pode levar a alteração no peso do corpo, maior risco de osteoporose, alterações no comportamento e nos padrões de sono, dificuldade de cicatrização, aumento no risco de adquirir infecções, aumento na pressão arterial, aumento na acidez do estômago, alterações no ciclo menstrual e maior risco de trombose.
Diversos estudos demonstraram que o estresse aumenta o risco de doenças periodontais, pressão alta, doenças cardíacas, depressão, doenças de pele, distúrbios do sono, calvície, ansiedade e, até mesmo, alguns tipos de câncer.
3. Como prevenir o estresse?
Ao longo da vida, é possível intervir e evitar diversas situações causadoras de estresse.
Na infância e na adolescência, os principais causadores de estresse psicológico são: exposição a violência, abuso (sexual, físico e emocional), conflitos matrimoniais e divórcio dos pais. Os principais efeitos destas situações de estresse são alterações no comportamento, ansiedade, dificuldades escolares e, até mesmo, doenças psiquiátricas, como depressão e transtornos de personalidade. Muitas vezes, estas situações podem ser evitadas ou vivenciadas de forma menos traumática, ajudando a prevenir o estresse.
Entre os adultos, o estresse costuma ser causado por situações do dia-a-dia, trabalho, relacionamentos, diagnóstico de doenças graves e situações traumáticas, como acidentes e mortes de pessoas queridas. É importante aprender a lidar com estas situações, principalmente com aquelas que não são passíveis de prevenção. A procura por ajuda especializada, como o acompanhamento psicológico, pode ajudar a evitar que as situações da vida diária provoquem o estresse.
A sociedade também pode contribuir com a diminuição do estresse. Neste sentido, o combate à violência e o investimento em segurança são medidas importantes. O acesso à educação e ao emprego é outra maneira de evitar situações causadoras de estresse na população.
4. O estresse tem tratamento?
É possível tratar o estresse. O reconhecimento da situação causadora do estresse é uma etapa fundamental para o tratamento. Existem diversas intervenções psicoterápicas que podem ajudar no controle do estresse. São exemplos as terapias de relaxamento, as terapias cognitivas e a musicoterapia. Conversar com outras pessoas e procurar grupos de apoio têm eficácia reconhecida no tratamento do estresse.
A alimentação adequada e a prática de atividades físicas são medidas adicionais no controle do estresse. Estas medidas melhoram o bem estar e ajudam a pessoa a desenvolver resistência contra os agentes estressores. Existe, ainda, o benefício inquestionável sobre o controle do peso e a prevenção de doenças. O consumo de café, chá e chocolate deve ser evitado.
Em algumas situações, pode ser necessário o uso de medicamentos nas fases inicias do tratamento. Esta necessidade é ainda maior quando o estresse está associado à ansiedade ou à depressão. Por isto, é importante procurar auxílio médico para iniciar o tratamento.

Novamente....

O que é o Estresse?
O estresse, seja ele de natureza física, psicológica ou social, é composto de um conjunto de reações fisiológicas que se exageradas em intensidade ou duração podem levar a um desequilíbrio no organismo. A reação ao estresse é uma atitude biológica necessária para a adaptação à situações novas.
Um dos primeiros estudos sobre estresse foi realizado em 1936 pelo pesquisador canadense Hans Selye, que submeteu cobaias a estímulos estressores e observou um padrão específico na resposta comportamental e física dos animais.Selye descreveu os sintomas do estresse sob o nome de Síndrome Geral de Adaptação, composto de três fases sucessivas; alarme, resistência e esgotamento. Após a fase de esgotamento era observado o surgimento de diversas doenças sérias, como úlcera, hipertensão arterial, artrites e lesões miocárdicas.
O estresse pode ser dividido em dois tipos básicos: o estresse crônico e o agudo. O estresse crônico é aquele que afeta a maioria das pessoas, sendo constante no dia a dia mas de uma forma mais suave. O estresse agudo é mais intenso e curto, sendo causado normalmente por situações traumáticas mas passageiras como a depressão na morte de um parente.

Tipos de Estresse
Entre as principais causas do estresse, devemos citar:
Mudanças: uma certa dose de mudança é necessária. Entretanto, se as mudanças violentas podem ultrapassar nossa capacidade de adaptação.
Sobrecarga: a falta de tempo, o excesso de responsabilidade, a falta de apoio e expectativas exageradas.
Alimentação incorreta: não é apenas importante o que comemos, mas também como comemos.
Fumar: o cigarro libera nicotina que, na fase de menor concentração, já provoca reações de estresse leve, depois bloqueia as reações do organismo e causa dependência psicológica.
Ruídos: coloca-nos sempre em alerta, provoca a irritação e a perda de concentração desencadeando reações de estresse, que podem levar até a exaustão.
Baixa auto-estima: tende a se agravar o estresse nestas pessoas.
Medo: o medo acentua nas pessoas a preocupação sem necessidade, uma atitude pessimista em relação à vida ou lembranças de experiências desagradáveis.
Trânsito: os congestionamentos, os semáforos, os assaltos aos motoristas e a contaminação do ar podem desencadear o estresse.
Alteração do ritmo habitual do organismo: provoca irritabilidade, problemas digestivos, dores de cabeça e alterações no sono.
Progresso: a agitação do progresso técnico é acompanhada de aumento das pressões e de sobrecarga de trabalho, aumentando os níveis de exigências, qualitativas e quantitativas. São desses estressores que surgem os principais tipos de estresse que abrangem:
Estresse de Trabalho
Estresse decorrentes de doenças cardíacas e do câncer
Estresse na Infância
Estresse de Envelhecimento Os tipos de estresse são variados e não se restringem aos citados acima. Mas é mais marcante no nosso cotidiano o estresse do trabalho. O mundo do trabalho mudou com o avanço das tecnologias. Hoje, o profissional vive sob contínua tensão, pois, além de suas habituais responsabilidades, a alta competitividade das empresas exige dele aprendizado constante e enfrentamento de novos desafios, o que faz com que, muitas vezes, supere seus próprios limites. Isso pode levá-lo ao estresse. O tipo de desgaste à que as pessoas estão submetidas permanentemente nos ambientes e as relações com o trabalho são fatores determinantes de doenças. Os agentes estressores psicossociais são tão potentes quanto os microorganismos e a insalubridade no desencadeamento de doenças. Tanto o operário, como o executivo, podem apresentar alterações diante dos agentes estressores psicossociais. A ansiedade decorrente das preocupações pode gerar insônia, comer demasiadamente, ou o contrário, comer pouco demais . Duas formas de preocupações se destacam: uma cognitiva, com idéias preocupantes, e outra somática, como sintoma de suor, coração disparado, tensão muscular etc. O estresse surge quando a pessoa julga não estar sendo capaz de cumprir as exigências sociais, sentindo que seu papel social está ameaçado. Então, o organismo reage de modo a dominar as exigências que lhe são impostas. Entretanto, no mundo moderno, não é socialmente aceitável que o estresse cumpra sua função natural de preparar o indivíduo para a fuga ou para a luta. Tal reação seria considerada inadequada do ponto de vista da adaptação dos seres humanos ante um mundo cheio de conflitos e de pseudo-harmonia. Assim, o homem, ao confrontar-se com um estímulo estressor no trabalho é impedido de manifestar reação, ficando prisioneiro da agressão ou do medo, e é obrigado a aparentar um comportamento emocional ou motor incongruente com sua real situação neuroendócrina. Se durar tempo suficiente essa situação de discrepância entre a reação apresentada e o estado fisiológico real, ocorrerá um elevado desgaste do organismo, o que pode conduzir às doenças. Alguns estímulos foram classificados, segundo o tempo necessário para produzirem estresse, em estressores de curto prazo e de longo prazo. Entre os estressores de curto prazo temos o fracasso, a carga de trabalho, a pressão de tempo, ameaça, indução do medo etc e, a longo prazo, as situações de competição, serviços em zonas de perigo, trabalho monótono . Maiores informações clique aqui. Várias das patologias hoje estudadas pela Medicina do Trabalho têm íntima correlação com o estresse. O desgaste a que pessoas são submetidas nos ambientes e nas relações com o trabalho é fator dos mais significativos na determinação de doenças. Este trabalho não escapa ao conhecimento médico, mas também é fato que o espaço dedicado na anamnese à investigação destes aspectos é pequeno em relação à sua importância. No câncer há um colapso da imunidade e resistência do organismo. O fato dos tumores crescerem ou não está relacionado com a eficiência dos processos de imunidade. Assim, se o sistema imunológico encontra-se "desequilibrado", a probabilidade do desenvolvimento da doença aumenta. Como o sistema imunológico é também controlado pelo sistema límbico, podemos acreditar que o paciente com câncer apresenta todo um conjunto de elementos psicossomáticos.
Conseqüências no Organismo
O estresse pode afetar o organismo de diversas formas e seus sintomas podem variar de pessoa para pessoa. Existe uma sensibilidade pessoal que reage quando enfrentamos um problema, e essa particularidade explica como lidamos com situações desafiadoras, decidindo enfrentá-las ou não.Não são só situações ruins que nos deixam estressados. Todas as grandes mudanças que passamos na vida são situações estressantes, mesmo se elas forem boas e que esteja nos fazendo felizes. A necessidade de ajuste deixa o organismo preparado para "lutar ou fugir", aumentando a pressão arterial e e frequência cardíaca, e contraindo músculos e vasos sanguíneos. Na natureza esta adaptação é necessária visto que o animal precisa tomar uma decisão rápida de defesa ou ataque, mas em se tratando de seres humanos que convivem com diversas situações estressantes, esta reação pode ser prejudicial. O excesso de estresse pode causar desde dores pelo corpo e queda de cabelo até sintomas sérios como hipertensão e problemas no coração.O fato de um evento emocional como o estresse afetar o organismo se deve ao íntimo relacionamento entre o sistema imunológico (defesa), sistema nervoso (controle) e sistema endócrino (hormonal). Por isso um estresse intenso pode afetar qualquer um desses sistemas levando à diversidade dos sintomas do estresse.
Sintomas Gerais Aqui são apresentadas reações gerais, mas mais informações sobre como o estresse afeta o organismo e sobre a gravidade dos sintomas podem ser encontradas no Teste seu Estresse.
Físicos
Dores de cabeçaIndigestãoDores muscularesInsôniaIndigestãoTaquicardiaAlergiasInsõniaQueda de cabeloMudança de apetiteGastriteDermatosesEsgotamento físico
Psicológicos
ApatiaMemória fracaTiques nervososIsolamento e introspecçãoSentimentos de perseguiçãoDesmotivaçãoAutoritarismoIrritablilidadeEmotividade acentuadaAnsiedade
Curiosidades
Estresse social pode matar
Pesquisadores americanos descobriram que o estresse social pode dar início a um processo de destruição do sistema imunológico, levando à morte. Esta foi a conclusão de uma pesquisa feita com ratos, onde detectou-se que o estresse pode estimular à inflamações perigosas. A descoberta, de acordo com os pesquisadores, pode ser muito importante para os seres humanos.
Estresse diminui assiduidade no trabalho
Uma pesquisa publicada na Grã-Bretanha mostra que o estresse está levando os funcionários de empresas a faltarem cada vez mais ao trabalho. O estresse é mais intenso entre pessoas na faixa etária de 35 a 44 anos. O problema aumenta ainda mais entre pessoas que permanecem no mesmo emprego por muito tempo. Os mais estressados estão nas profissões de enfermagem e no magistério. O professor Cooper recomenda que os gerentes de empresas "elogiem e recompensem" seus funcionários ao invés de puní-los, para que o estresse no ambiente de trabalho diminua.
Estilo de vida - Estresse
Uma pesquisa divulgada pela Fundação Britânica para o Coração - British Heart Foundation - mostra que o risco de doenças cardíacas é maior do que se esperava para as mulheres que levam vida sedentária. O estresse no trabalho, a depressão e a falta de alimentação adequada são os principais fatores que levam a ataques cardíacos. As estatísticas da Fundação para o ano 2000 indicam que o estresse no trabalho - que afeta pelo menos um terço dos homens e mulheres - e a depressão podem prejudicar o coração, mas muita gente acaba piorando as coisas ao tentar buscar alívio. "Fumar, consumir bebidas alcoólicas, alimentos gordurosos, passatempos como assistir à TV, infelizmente são fatores de risco que podem aumentar maciçamente o risco de problemas cardíacos", disse o Professor Andrew Stepped, indicado pela Fundação Britânica do Coração para participar do estudo. Ficar se apressando para ir ao trabalho no dia a dia não é o suficiente. Não é que as pessoas têm que começar a jogar squash imediatamente. Ir à pé de casa até a estação de trem e voltar de novo pra casa à pé pode dar às pessoas a meia hora de exercício físico diário de que elas precisam", disse uma porta-voz da British Heart Foundation.
Pesquisa mostra que homens são mais predispostos ao estresse
Uma pesquisa da Universidade de Cambridge mostra que homens podem ser naturalmente mais predispostos ao stress, mesmo antes do nascimento.A pesquisa mostra que a razão pode ser o maior índice do hormônio cortisona entre os homens do que entre as mulheres.Cientistas examinaram os níveis do hormônio em fetos de carneiros e verificaram que os níveis do cortisona são maiores entre os machos do que entre as fêmeas. Eles acreditam que a descoberta, apresentada no encontro anual da Sociedade de Endocrinologia britânica, também pode ser aplicada aos seres humanos e pode explicar porque os dois sexos reagem de forma diferente ao stress. "Há muito tempo nós sabemos que homens e mulheres respondem de forma diferente a condições de stress", explicou o chefe do estudo, doutor Dino Giussani. "Pensava-se que os motivos eram ambientais, mas agora nós mostramos que essas diferenças são determinadas desde o nascimento", afirmou. O estudo com carneiros mostrou que os machos tinham o dobro de cortisona do que as fêmeas. "Este trabalho também mostra que o sexo masculino pode ser mais predisposto do que o feminino a reagir de forma exagerada a condições de stress mais tarde", disse. Giussani disse que o estudo vai agora continuar com fetos humanos.
Estresse no trabalho, dor nas costas
Uma rotina de trabalho estressante pode ser a causa da dor nas costas de muita gente. Um estudo da Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos, mostra que as pessoas estressadas acabam usando os músculos errados na hora de pegar alguns objetos. Se essa pessoa for levantar algo pesado, pode acabar com uma dor nas costas. Além disso, os pesquisadores acreditam que algumas pessoas com certos tipos de personalidade têm maior tendência a dores nas costas. Esse é o caso das pessoas mais introvertidas - descoberta que deixou intrigados os cientistas.
Estresse e cafézinho
Tomar muito café prejudica a produtividade no trabalho, de acordo com uma pesquisa encomendada por uma fábrica de água mineral.Segundo os pesquisadores, o consumo de 3,5 xícaras de café acarreta lapsos de concentração e ajuda a aumentar o stress. Os resultados da pesquisa também condenam o excesso de chá, que, de acordo com os pesquisadores contratados pela fabricante de água mineral Volvic, produz efeito similar aos do café por meio do aumento do nível de cafeína no organismo. A pesquisa foi feita com mil pessoas que trabalham em escritórios. Desse total, 76% disse que tomava café, chá ou refrigerantes que contêm cafeína pelo menos três vezes por dia.
Estresse e cocaína
Estudos realizados nos últimos anos sobre a iniciação, manutenção e recaída no uso de cocaína ou morfina demonstraram que o estresse é uma variável importante nesse processo. No entanto, pesquisa realizada recentemente no Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, conseguiu aprofundar a análise e demonstrou que não é qualquer tipo de estresse que pode potencializar o uso de drogas. A farmacêutica Ana Paula Natalini de Araujo defendeu no ICB a tese Aspectos comportamentais e moleculares da sensibilização cruzada entre estresse e cocaína. O objetivo do trabalho foi avaliar a sensibilização cruzada entre estresse e cocaína, bem como os mecanismos neurais envolvidos no processo. Utilizando ratos de laboratório, Ana Paula trabalhou com dois grupos: um exposto ao que ela chama de estresse previsível (EP) e outro exposto ao estresse imprevisível (EI). "O EP é aquele cujos estímulos estressores são sempre os mesmos. Já no EI, há uma variação" explica. Com isso, foi possível determinar como a dependência de cocaína nesses animais diferencia-se pelo tipo de estresse vivido. "Desta forma, percebemos como o EP aumenta os efeitos da droga", conta. O resultados mostraram que somente os animas expostos ao EP aumentaram a locomoção induzida pela cocaína se comparada à atividade dos animais controle (que não receberam estresse). "Esse aumento da atividade locomotora é chamado de sensibilização comportamental cruzada entre estresse e cocaína", explica, acrescentando que "isso sugere que o EP 'potencializou' os efeitos da cocaína, ou seja, o desenvolvimento da sensibilização comportamental cruzada entre o EP e cocaína indica que a exposição a ele aumenta a propensão da vulnerabilidade ao abuso da cocaína".

Tratamentos
Tratamentos convencionais
RemédiosSomente um proficional poderá indicar o melhor rémedio para cada caso, porém os mais utilizados são: calmantes, anti-depressivos entre outros.
AlimentaçãoDurante o processo de estresse, o organismo perde muitas vitaminas e nutrientes, portanto para repor essa perda é recomendado comer muitas verduras e frutas, pois são ricas em vitaminas do complexo B, vitamina C, magnésio e manganês. Brócolis, chicória, acelga e alface são ricos nesses nutrientes. O cálcio pode ser reposto com leite e seus derivados.
Atividade FísicaQualquer atividade física proporciona benefícios ao organismo, melhorando as funções cardiovasculares e respiratórias, queimando calorias, ajudando no condicionamento físico e induzindo a produção de substâncias com caráter relaxante e analgésico, como a endorfina.Segundo pesquisas realizadas na UNIFESP-EPM,a atividade física masi eficaz é a natação, pois além de obter todos os benefícios do esporte, tem menores riscos de lesões.
Tratamentos não convencionais
Medicina alternativa cosiste em tratamentos não convencionais, ou seja, não há uso de remédios ou cirurgia. Entre estes tratamentes alternativos podem ser citados: fitoterapia, acupuntura, cromoterapia, reike, entre outros. Alguns deles não são aceitos na comunidade científica ou por médicos. Apesar disto, em algumas pessoas estes tratamentos podem ter um efeito placebo. Esse efeito consiste em uma modulação psíquica do sistema imunológico.
FitoterapiaEste é um tratamento feito com plantas. Apesar de natural, dependendo da dose pode causar intoxicação. Algumas plantas recomendadas para o combate ao estresse são: melissa, rosa branca, valeriana, maracuja.
AcupunturaEsta é uma técnica chinesa que consiste em aplicações de agulhas em locais específicos do corpo estimulando neurônios que ativam vários sistemas, como endócrino e o imunológico. Isto tem como resultado uma melhora geral do corpo.
ReikeÉ uma técnica japonesa que consiste em reequilibrar a energia do corpo. As trocas de energias são feitos entre as mãos e pontos energéticos específicos (xácaras).
MassagemHá várias técnicas de massagem, dentre elas podem ser citadas shiatsu, quick massage dentre outras. Todas as técnicas de massagem tentam promover um equilíbrio físico, mental e energético.
Dança BioenergéticaAtravés de movimentos de expressão corporal, cria-se um processo de harmonia com o corpo, mente e espírito.
AromoterapiaÉ um tratamento feito a base de odores. Alguns odores causam prazer ajudando a restabelecer a saúde.
CromoterapiaÉ um tratamento feito com cores. As ondas eletromagnéticas que as cores emitem, ativam a imaginação, trazendo uma reação positiva ao organismo. As cores indicadas para o estresse são: verde, violeta e azul.

Teste
A evolução do estresse se dá em três fases: alerta, resistencia e exaustão. Neste teste é avaliada em que fase o seu estresse se encontra com base em alguns sintomas que costumam estar relacionados a cada uma delas. É importante alertar que as formas pelas quais o estresse se manifesta podem mudar muito de pessoa para pessoa e que este teste é apenas uma referência. Em caso de dúvida deve-se procurar um médico para um aconselhamento mais preciso..
Fase de alertaA primeira fase ocorre quando o indivíduo entra em contato com o agente estressor e o seu corpo perde o seu equilibrio. Tem-se os seguintes sintomas:
Mãos e/ou pés frios
Boca seca
Dor no estômago
Aumento de sudorese
Tensão e dor muscular por exemplo na região dos ombros
Aperto na manidíbula/ranger os dentes ou roer unhas/ponta da caneta
Diarréia passageira
Insônia
Taquicardia
Respiração ofegante
Hipertensão súbita e passageira
Mudança de apetite
Agitação
Entusiasmo súbito
Se você tem menos que 7 desses sintomas é possível que o seu corpo não esteja sendo afetado pelo estressor. Lembramos mais uma vez que este teste não é muito preciso e que casos de estresse podem se manifestar de formas diferentes.Se você tem 7 ou mais destes sintomas é provável que já tenha atingido a fase de alerta.Continue o teste.
Fase da resistênciaNa segunda fase o corpo tenta voltar ao seu equilibrio. O organismo pode se adaptar ao problema ou elininá-lo. Tem-se os seguintes sintomas:
Problemas com a memória
Mal-estar generalizado
Formigamento nas extremidades
Sensação de desgaste físico constante
Mudança de apetite
Aparecimento de problemas dermatológicos
Hipertensão arterial
Cansaço constante
Gastrite prolongada
Tontura
Sensibilidade emotiva excessiva
Obsessão com o agente estressor
Irritabilidade excessiva
Desejo sexual diminuido
Se você tem menos que 4 desses sintomas sua fase de estresse é de ALERTA.Se você tem 4 ou mais destes sintomas você provavelmente já atingiu a fase de alerta e ultrapassou.Continue com o teste.
A Fase da ExaustãoA exaustão é a terceira fase do estresse. É perigosa pois se tem diversos comprometimentos físicos em forma de doença. Os sintomas são:
Diarréias frequentes
Dificuldades sexuais
Formigamentos nas extremidades
Insônia
Tiques nervosos
Hipertensão arterial confirmada
Problemas dermatológicos prolongados
Mudança extrema de apetite
Taquicardia
Tontura frequente
Úlcera
Impossibilidade de trabalhar
Pesadelos
Apatia
Cansaço excessivo
Irritabilidade
Angústia
Hipersensibilidade emotiva
Perda do senso de humor
Se você teve menos que 9 desses sintomas nos últimos três meses sua fase de estresse é RESISTÊNCIA.Se você teve 9 destes sintomas nos últimos três meses sua fase de estresse é EXAUSTÃO e deve-se procurar ajuda médica.
Se você se enquadra em alguma das fases aqui mostradas deve-se procurar alguma forma de tratamento adequado.

SISTEMA EXCRETOR

O sistema excretor é formado por um conjunto de órgãos que filtram o sangue, produzem e excretam a urina - o principal líquido de excreção do organismo. É constituído por um par de rins, um par de ureteres, pela bexiga urinária e pela uretra.

Os rins situam-se na parte dorsal do abdome, logo abaixo do diafragma, um de cada lado da coluna vertebral, nessa posição estão protegidos pelas últimas costelas e também por uma camada de gordura. Têm a forma de um grão de feijão enorme e possuem uma cápsula fibrosa, que protege o córtex - mais externo, e a medula - mais interna.

Cada rim é formado de tecido conjuntivo, que sustenta e dá forma ao órgão, e por milhares ou milhões de unidades filtradoras, os néfrons, localizados na região renal.

O néfron é uma longa estrutura tubular microscópica que possui, em uma das extremidades, uma expansão em forma de taça, denominada cápsula de Bowman, que se conecta com o túbulo contorcido proximal, que continua pela alça de Henle e pelo túbulo contorcido distal; este desemboca em um tubo coletor. São responsáveis pela filtração do sangue e remoção das excreções.

Imagem: www.drgate.com.br/almanaque/atlas/excretor/excretor.htm

Como funcionam os rins

O sangue chega ao rim através da artéria renal, que se ramifica muito no interior do órgão, originando grande número de arteríolas aferentes, onde cada uma ramifica-se no interior da cápsula de Bowman do néfron, formando um enovelado de capilares denominado glomérulo de Malpighi.

O sangue arterial é conduzido sob alta pressão nos capilares do glomérulo. Essa pressão, que normalmente é de 70 a 80 mmHg, tem intensidade suficiente para que parte do plasma passe para a cápsula de Bowman, processo denominado filtração. Essas substâncias extravasadas para a cápsula de Bowman constituem o filtrado glomerular, queé semelhante, em composição química, ao plasma sanguíneo, com a diferença de que não possui proteínas, incapazes de atravessar os capilares glomerulares.

Imagem: GUYTON, A.C. Fisiologia Humana. 5ª ed., Rio de Janeiro, Ed. Interamericana, 1981.

O filtrado glomerular passa em seguida para o túbulo contorcido proximal, cuja parede é formada por células adaptadas ao transporte ativo. Nesse túbulo, ocorre reabsorção ativa de sódio. A saída desses íons provoca a remoção de cloro, fazendo com que a concentração do líquido dentro desse tubo fique menor (hipotônico) do que do plasma dos capilares que o envolvem. Com isso, quando o líquido percorre o ramo descendente da alça de Henle, há passagem de água por osmose do líquido tubular (hipotônico) para os capilares sangüíneos (hipertônicos) – ao que chamamos reabsorção. O ramo descendente percorre regiões do rim com gradientes crescentes de concentração. Conseqüentemente, ele perde ainda mais água para os tecidos, de forma que, na curvatura da alça de Henle, a concentração do líquido tubular é alta.

Esse líquido muito concentrado passa então a percorrer o ramo ascendente da alça de Henle, que é formado por células impermeáveis à água e que estão adaptadas ao transporte ativo de sais. Nessa região, ocorre remoção ativa de sódio, ficando o líquido tubular hipotônico. Ao passar pelo túbulo contorcido distal, que é permeável à água, ocorre reabsorção por osmose para os capilares sangüíneos. Ao sair do néfron, a urina entra nos dutos coletores, onde ocorre a reabsorção final de água.

Dessa forma, estima-se que em 24 horas são filtrados cerca de 180 litros de fluido do plasma; porém são formados apenas 1 a 2 litros de urina por dia, o que significa que aproximadamente 99% do filtrado glomerular é reabsorvido.

Além desses processos gerais descritos, ocorre, ao longo dos túbulos renais, reabsorção ativa de aminoácidos e glicose. Desse modo, no final do túbulo distal, essas substâncias já não são mais encontradas.

Imagem: LOPES, SÔNIA. Bio 2.São Paulo, Ed. Saraiva, 2002.

Os capilares que reabsorvem as substâncias úteis dos túbulos renais se reúnem para formar um vaso único, a veia renal, que leva o sangue para fora do rim, em direção ao coração.

Regulação da função renal

A regulação da função renal relaciona-se basicamente com a regulação da quantidade de líquidos do corpo. Havendo necessidade de reter água no interior do corpo, a urina fica mais concentrada, em função da maior reabsorção de água; havendo excesso de água no corpo, a urina fica menos concentrada, em função da menor reabsorção de água.

O principal agente regulador do equilíbrio hídrico no corpo humano é o hormônio ADH (antidiurético), produzido no hipotálamo e armazenado na hipófise. A concentração do plasma sangüíneo é detectada por receptores osmóticos localizados no hipotálamo. Havendo aumento na concentração do plasma (pouca água), esses osmorreguladores estimulam a produção de ADH. Esse hormônio passa para o sangue, indo atuar sobre os túbulos distais e sobre os túbulos coletores do néfron, tornando as células desses tubos mais permeáveis à água. Dessa forma, ocorre maior reabsorção de água e a urina fica mais concentrada. Quando a concentração do plasma é baixa (muita água), há inibição da produção do ADH e, conseqüentemente, menor absorção de água nos túbulos distais e coletores, possibilitando a excreção do excesso de água, o que torna a urina mais diluída.

Imagem: GUYTON, A.C. Fisiologia Humana. 5ª ed., Rio de Janeiro, Ed. Interamericana, 1981.

Certas substâncias, como é o caso do álcool, inibem a secreção de ADH, aumentando a produção de urina.

Além do ADH, há outro hormônio participante do equilíbrio hidro-iônico do organismo: a aldosterona, produzida nas glândulas supra-renais. Ela aumenta a reabsorção ativa de sódio nos túbulos renais, possibilitando maior retenção de água no organismo. A produção de aldosterona é regulada da seguinte maneira: quando a concentração de sódio dentro do túbulo renal diminui, o rim produz uma proteína chamada renina, que age sobre uma proteína produzida no fígado e encontrada no sangue denominada angiotensinogênio (inativo), convertendo-a em angiotensina (ativa). Essa substância estimula as glândulas supra-renais a produzirem a aldosterona.

Imagem: GUYTON, A.C. Fisiologia Humana. 5ª ed., Rio de Janeiro, Ed. Interamericana, 1981.

Imagem: LOPES, SÔNIA. Bio 2.São Paulo, Ed. Saraiva, 2002.

RESUMINDO

Sangue arterial conduzido sob alta pressão nos capilares do glomérulo (70 a 80 mmHg) à filtração à parte do plasma (sem proteínas e sem células) passa para a cápsula de Bowmann (filtrado glomerular) à reabsorção ativa de Na+, K+, glicose, aminoácidos e passiva de Cl- e água ao longo dos túbulos do néfron, como esquematizado abaixo.

Túbulo contorcido proximal (células adaptadas ao transporte ativo) à reabsorção ativa de sódio / remoção passiva de cloro

ò

líquido tubular torna-se hipotônico em relação ao plasma dos capilares

ò

absorção de água por osmose para os capilares na porção descendente da alça de Henle

ò

porção ascendente da alça de Henle impermeável à água e adaptada ao transporte ativo de sais à remoção ativa de sódio

ò

líquido tubular hipotônico à reabsorção de água por osmose no túbulo contorcido distal

OBS: Ocorre, também, ao longo dos túbulos renais, reabsorção ativa de aminoácidos e glicose. Desse modo, no final do túbulo distal essas substâncias já não são mais encontradas.

Regulação da função renal - resumo

HORMÔNIO ANTIDIURÉTICO (ADH): principal agente fisiológico regulador do equilíbrio hídrico, produzido no hipotálamo e armazenado na hipófise.

Aumento na concentração do plasma (pouca água) à receptores osmóticos localizados no hipotálamo à produção de ADH à sangue à túbulos distal e coletor do néfron à células mais permeáveis à água à reabsorção de água à urina mais concentrada.

Concentração do plasma baixa (muita água) e álcool à inibição de ADH à menor absorção de água nos túbulos distal e coletor à urina mais diluída.

ALDOSTERONA: produzida nas glândulas supra-renais, aumenta a absorção ativa de sódio e a secreção ativa de potássio nos túbulos distal e coletor.

Elevação na concentração de íons potássio e redução de sódio no plasma sangüíneo

ò

rins

ò

renina (enzima)

ò

angiotensinogênio (inativo) à angitensina (ativa)

ò

córtex da supra-renal

ò

aumenta taxa de secreção da aldosterona

ò

sangue

ò

rins (túbulos distal e coletor)

ò

aumento da excreção de potássio / reabsorção de sódio e água

A ELIMINAÇÃO DE URINA

Ureter

Os néfrons desembocam em dutos coletores, que se unem para formar canais cada vez mais grossos. A fusão dos dutos origina um canal único, denominado ureter, que deixa o rim em direção à bexiga urinária.

Bexiga urinária

A bexiga urinária é uma bolsa de parede elástica, dotada de musculatura lisa, cuja função é acumular a urina produzida nos rins. Quando cheia, a bexiga pode conter mais de ¼ de litro (250 ml) de urina, que é eliminada periodicamente através da uretra.

Uretra

A uretra é um tubo que parte da bexiga e termina, na mulher, na região vulvar e, no homem, na extremidade do pênis. Sua comunicação com a bexiga mantém-se fechada por anéis musculares - chamados esfíncteres. Quando a musculatura desses anéis relaxa-se e a musculatura da parede da bexiga contrai-se, urinamos.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Definição

Os feromônios são substâncias químicas secretadas por espécies animais com o objetivo principal de promover a atração sexual de indivíduos da mesma espécie. Esta atração é importante para possibilitar a reprodução. Estas substâncias são capazes de provocar uma reação comportamental ou fisiológica no indivíduo que a sentiu.

Além dos feromônios sexuais, existem também aqueles que são secretados com o objetivo de agregar ou de gerar um sinal de alarme.

O odor (cheiro) dos feromônios é levado pelo ar e, muitas vezes, é capaz de atingir um indivíduo a quilômetros de distância. Algumas espécies de mariposas, por exemplo, são capazes de sentir o odor dos feromônios de sua espécie a, aproximadamente, 20 km de distância.

Curiosidade:

- No meio rural, os feromônios estão sendo utilizados como uma forma de controle de pragas agrícolas.

- Pesquisa recentes demonstram a existência de feromônios humanos.


Como funciona o FEROMÔNIO
Feromônios são substâncias químicas naturais produzidas por todos os seres humanos. Nós usamos estas substâncias para nos comunicar uns com os outros em um nível subconsciente. Eles são detectados por um órgão no nariz chamado VNO e transmitidos para uma parte do cérebro chamada hipotálamo. Eles enviam sinais aromáticos subconscientes ao sexo oposto que naturalmente ativam sentimentos românticos (atração química). Eles melhoram sua vida amorosa e sexual.
Cientistas já sabem há muito tempo que determinados tipos de hormônios, chamados de feromônios, desencadeiam fortes desejos sexuais em animais. Os feromônios enviam sinais aromáticos subconscientes ao sexo oposto que naturalmente ativam sentimentos de atração. Esta é a razão pela qual cachorros ficam “loucos” quando uma cadela está no cio. Cientistas provaram que humanos também são influenciados de forma similar na presença de feromônios. Infelizmente, devido à evolução, nossos corpos e hábitos mudaram. A maioria de nós não produz naturalmente feromônios na quantidade suficiente para estimular a resposta do sexo feminino. A pequena quantidade de feromônios produzida por nosso corpo é sempre destruida por desodorantes, sabonetes e perfumes. Além disso hoje em dia nosso corpo durante a maior parte do tempo passa 80% coberto de roupa, o que impede ainda mais que o pouco feromônio produzido seja aproveitado.
Durante anos os cientistas tentaram reproduzir em laboratórios os feromônios sexuais humanos. Felizmente eles tiveram sucesso na identificação, isolamento e recriação deste incrível e poderoso componente.

Os feromônios ou feromonas são substâncias químicas que, captadas por animais de uma mesma espécie (intra-específica), permitem o reconhecimento mútuo e sexual dos indivíduos. Os feromônios excretados são capazes de suscitar reações específicas de tipo fisiológico e/ou comportamental em outros membros que estejam num determinado raio do espaço físico ocupado pelo excretor. Existem vários tipos de feromônio, como os feromônios sexuais, de agregação, de alarme, entre outros.

A palavra feromônio foi cunhada pelos cientistas Peter Karlson e Adolf Butenandt por volta de 1959 a partir do grego antigo ϕέρω (féro) "transportar" e ὁρμῶν (órmon), particípio presente de ὁρμάω (órmao) "excitar". Portanto, o termo já indica que se trata de substâncias que provocam excitação ou estímulo.

Na produção animal os feromônios se tornam importantes pois podem auxiliar no manejo reprodutivo de determinados rebanhos. Como por exemplo no rebanho ovino, onde se pode, através da exposição de machos a fêmeas previamente separadas, sincronizar o cio dessas matrizes para que todas entrem em reprodução no mesmo momento. Isso só é possível porque feromônios masculinos detectados pelo olfato das fêmeas provocam alterações fisiológicas no ciclo reprodutivo das mesmas.

domingo, 8 de novembro de 2009

That's Me


quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Doença de Crohn


O QUE É DOENÇA DE CROHN?

doença de crohn em íleo terminal com estenose localA doença de Crohn foi descrita pela primeira vez em 1932 pelo Dr. Burril B. Crohn, da cidade de Nova York, como uma inflamação no intestino delgado, que é crônica e deixa cicatrizes na parede intestinal.

Apesar do processo inflamatório poder ocorrer em qualquer porção intestinal, o segmento terminal do delgado (íleo) é preferencialmente afetado.

A doença de Crohn pode manifestar-se em qualquer idade, mesmo em crianças. Entretanto é normal que os primeiros sintomas surjam no adulto jovem.

Crianças com doença de Crohn devem ser tratadas de maneira resoluta e imediata. Se o distúrbio não for diagnosticado, a doença inflamatória não tratada pode desencadear desordens no crescimento, atraso na puberdade e baixo desempenho escolar.

Em princípio, virtualmente todo o trato digestivo pode ser afetado no mal de Crohn, ocorrendo uma variação entre os segmentos intestinais inflamados. Muitas vezes, segmentos sadios intestinais encontram-se intercalados com os afetados.

A inflamação ocorre em todos os compartimentos da parede intestinal: na mucosa, nos músculos longitudinais e transversais da parede e no tecido conjuntivo abaixo da mucosa intestinal. O processo inflamatório provoca alterações nestas estruturas, inclusive nas glândulas intestinais, de tal forma que o intestino vai gradualmente perdendo sua função digestiva.

A absorção dos nutrientes supridos pela alimentação e as secreções intestinais necessárias ao processo digestivo passam a ser danificadas. A inflamação resulta em cicatrizes e um certo espessamento nos segmentos afetados do intestino. Isto torna a luz intestinal mais estreita e impede o transporte do bolo alimentar.

QUAIS SÃO OS SINTOMAS QUE A DOENÇA DE CROHN APRESENTA?

Em muitos casos a doença desenvolve-se e produz muitos sintomas que não são característicos. Dores estomacais inexplicáveis e diarréia são os primeiros sintomas descritos, entretanto, um súbito ataque com uma aguda e severa dor na "boca do estômago" é também possível. Além da dor, que lembra uma caimbra, diarréias ocorrem na maior parte das pessoas afetadas pela doença. Febre também ocorre irregularmente e os enfermos reclamam de perda de peso e de apetite.

Sintomas inexplicáveis que frequentemente ocorrem no ataque da doença não indicam diretamente a doença de Crohn e podem passar até mesmo anos para que o médico encontre o diagnóstico correto. Evidência de inflmação crônica do intestino pode ser obtida em laboratório de patologia, através de biópsia e pela identificação de sinais de inflamação não específica. O ataque simultâneo de dor abdominal, diarréia e febre, com sintomas em articulações, inflamação na pele ou inflamação recorrente nos olhos também podem ser sinais de Crohn, assim como a presença de fístulas anais. O curso da doença é contínuo. A doença de Crohn é intermitente, sendo interrompida por intervalos mais ou menos longos de pouca ou nenhuma sintomatologia.

QUAIS SÃO OS DISTÚRBIOS NÃO INTESTINAIS DE CROHN?

Só recentemente descobriu-se que a doença de Crohn não afeta exclusivamente o intestino.

Em uma alta percentagem de casos, outros órgão apresentam sintomatologia da doença. Muitas vezes esses sintomas podem não ser relatados ao médico; por esta razão os pacientes portadores da doença devem estar atentos a alterações em sua pele, articulações e olhos, para que o relato das mesmas alerte o médico sobre as possíveis conexões com a doença inflamatória intestinal.

Alterações no pâncreas, órgão que secreta as enzimas digestivas, raramente podem ocorrer. Outros pacientes desnvolvem distúrbios do trato respiratório, no sistema nervoso e no aparelho renal. Algumas vezes diversos órgãos estão envolvidos na doença. Em muitos pacientes, poucos sintomas tornam-se predominantes, tornando mais difícil o correto diagnóstico da doença crônica inflamatória intestinal.

Observações clínicas apoiaram o pressuposto de que os vários distúrbios apresentados têm uma causa comum, mas que esta causa é encontrada na doença intestinal, sendo, isso sim, um distúrbio do sistema imunológico.

Os cientistas concordam que os achados secundários mais comuns em vários órgãos, podem ser o resultado do distúrbio envolvendo o sistema imunológico, o psiquê dos pacientes e o próprio tratamento medicamentoso.

O PAPEL DO SISTEMA IMUNOLÓGICO

A ciência ainda não sabe qual a exata razão pela qual algumas pessoas desenvolvem o mal de Crohn. Entretanto, existe uma evidência crescente de que a predisposição genética, fatores ambientais e o sistema imunológico possam estar envolvidos.

O aparelho digestivo possui uma superfície de contato muito grande, de aproximadamente 250m2. Esta área é importante para absorção dos alimentos e água ingeridos. Por causa deste contato com substâncias exógenas, o trato digestivo possui um grande número de células do sistema imunológico que, dentre outras funções, defendem nosso organismo da invasão de substâncias estranhas que acompanham os alimentos.

A barreira imunológica mais importante no intestino, é representada por um tipo de imunoglobina, a lg A, que possui funções diferentes da lg G encontrada no sangue.

Estudos científicos têm mostrado que na doença inflamatória intestinal ativa crônica, a proporção entre lg A e lg G, muda a favor dessa última, na parede intestinal. Enquanto a lg A normalmente mantém antígenos distante das paredes do intestino, a lg G não possui esta capacidade, permitindo a ligação de antígenos ao tecido intestinal, podendo contribuir para a inflamação intestinal.

Além disso, a lg G, combinada com antígenos e anticorpos, forma "complexos imunes" que podem ser transportados a outros órgão do corpo causando processos inflamatório distantes do intestino.

DEBILITAÇÃO DO SISTEMA NERVOSO

Alterações circulatórias e pequenas oclusões vasculares no sistema nervoso são extremamente no mal de Crohn. Os efeito da perda de grande volume de líquidos e eletrólitos ocasionada pela diarréia podem afetar o fluxo sangüíneo.

Também é possível que o sistema nervoso dos pacientes possa ser afetado pela carência de vitamina B, pelo fato de sua absorção intestinal ser insuficiente durante o ataque da doença inflamatória.

Em casos de pacientes que foram submetidos a cirurgia para a remoção de parte do intestino, a absorção de outras vitaminas como A, E, D e K também pode ser afetada.

Polineuropatia tem sido observada em pacientes com Crohn. Ela reduz a sensibilidade da região nervosa afetada, podendo causar dor e atividade reflexa reduzida.

Caso um tratamento a longo prazo com metronidazol (antibiótico) seja necessário por causa da intensidade do Crohn, distúrbios nervoso podem ocorrer. Este farmaco liga-se a vitamina B e, deste modo, polineuropatias podem ocorrer, com dores nas mãos e pés com perda de reflexos musculares. Estes sintomas normalmente são reduzidos com a descontinuidade do metronidazol.

DESORDENS ARTICULARES

Reumatismo e doença de Crohn podem ter efeito recíproco: a inflamação reumática nas articulações pode acompanhar a doença; por outro lado, a administração anti-reumática pode exacerbar a doença de Crohn.

Nestes casos, a cooperação entre médicos de diferentes especialidades é requerida.

Um distúrbio do sistema imunológico tem sido correlacionado como causa desta inflamação reumática.

De acordo com os últimos estudos, a permeabilidade intestinal a compostos antigênicos está aumentada na doença de Crohn, e estes complexos imunológicos causam dor nas grandes articulações dos braços e das pernas, assim como da parte baixa da coluna vertebral, e isto ocorre em 25% dos pacientes. Essas inflamações são descritas como artite. Os tendões e cartilagens também podem estar envolvidos neste processo doloroso.

A conexão estreita entre intestino e inflamação das articulações torna-se clara durante o tratamento. Uma melhora nos sintomas reumáticos freqüentemente ocorre em conexão com o sucesso do tratamento e melhoria da atividade inflamatória intestinal.

DISTÚRBIOS NOS OLHOS

Inflamações no olhos ocorrem em um grande número de pacientes portadores da doença de Crohn.

As mais comuns são conjuntivite, inflamação parcial ou completa da esclerótica (parte branca globo ocular), inflamação da Íris, inflamação da membrana intermediária do globo ocular e inflamação da retina.

A inflamação da esclerótica ou da Íris é comumente associada a doença de Crohn e pode ocorrer acompanhando ou não um ataque agudo da doença.

O tratamentos dos distúrbios oculares inclui colírios a base de cortizona e o tratamento efetivo da doença inflamatória intestinal.

Os distúrbios oculares, na doença de Crohn, muito provavelmente são causados por uma reação tipo antígeno – anticorpo.

Ë importante, tanto para o paciente quanto para o médico, considerar a possibilidade do envolvimento ocular na doença de Crohn, assim os primeiros sintomas surjam, o paciente já receba imediatamente o tratamento oftálmico necessário.

ALTERAÇÕES DA PELE NA DOENÇA DE CROHN

Mudanças na pele e na mucosa ocorrem em ao redor de 40% dos pacientes com Crohn. Lesões avermelhadas dolorosas, que em muitos casos são observadas antes das manifestações intestinais da doença, podem ser importantes indicações do mal de Crohn; estas podem parecer na mucosa bucal ou na região anal.

Os dermatologistas chamam estas alterações de inflamações granulomatosas em função de características das células do sistema imunológico presentes nesses locais.

Elas são particularmente comuns ao redor de fístulas e em locais onde ocorra fricção cutânea, como mamas e virilha. Sem conexão direta com o trato intestinal, as reações granulomatosas também podem ocorrer nos lábios e na bochecha, com dores muito fortes nas bordas da língua.

Muitas das alterações epidérmicas parecem estar associadas com a perda ou a reduzida absorção de vitaminas e de oligoelementos, que ocorrem em função da diarréia, que causa perda de sangue e fluidos. Por exemplo, a inflamação da língua (glossite),pode ser resultante de um quadro anêmico.

Transtornos semelhantes ao eczema na região bucal são atribuídos à carência de zinco, que é um importante oligoelemento para a defesa endógena A deficiência do zinco também ocasiona atraso no processo de cura. Quando a função de defesa da pele é danificada pode ocorrer uma invasão por fungos (monília).

O FIGADO, A VESÍCULA BILIAR E O PANCRÊAS NA DOENÇA DE CROHN.

Em casos muitos raros, tanto o fígado quanto a vesícula podem ser envolvidos na doença. Este envolvimento é evidenciado em laboratório pelo nível elevado de enzimas hepáticas no sangue.

Proliferações celulares nodulares conhecidas como granulomas também podem se desenvolver no tecido hepático, do mesmo modo como são evidenciadas na mucosa intestinal.

Em casos muito raros, os anticorpos presentes no Crohn podem também reagir com a superfície dos ductos biliares. Isto causa uma inflamação não especifica dos ductos(colangite), causando constrição como resultado da inflamação. Neste caso, a bile retida pode produzir pedras na vesícula, e em decorrência, o sintoma de cólica da vesícula biliar pode surgir.

Problemas com o pâncreas são raros mas também podem ocorrer na doença de Crohn. Alguns fármacos utilizados para tratar a doença de Crohn (sulfasalazina, mesalazina)podem desencadear uma inflamação pancreática(pancreatite).

Alem disso, a pancreatite aguda pode ser produzida pela própria inflamação intestinal.

O motivo disso é que a doença de Crohn pode provocar mudanças no duodeno; com o pâncreas produz importantes enzimas digestivas, que são secretadas para o duodeno através de um ducto muito pequeno, se este ducto estiver inflamado ou bloqueado, as secreções digestivas poderão congestionar o pâncreas.

As alterações nas enzimas digestivas são observadas em alguns pacientes com Crohn e são atribuídas a distúrbios digestivos do intestino inflamado ou mesmo aos efeitos no sistema imunológico.

DISTÚRBIOS PSICOLÓGICOS NA DOENÇA DE CROHN.

Somente nos anos recente os pesquisadores tem estabelecido uma ligação entre alterações nervosas e respostas psicológicas.

Certos nervos do sistema vegetativo (que controlam funções independentes de nossa vontade e essenciais para a vida) tem efeito inibitório ou estimulador no sistema imunológico. Pesquisadores notaram que as células nervosas do cérebro não somente regulam o sistema imunológico mas, informações originadas do sistema imunológico alcançam os nervos e o cérebro

Um eixo importante de formação e regulação hormonal vai do cérebro às glândulas drenais. Corticoides, insulina, hormônios do crescimento e hormônios sexuais são regulados e estimulados da mesma forma.

A reação do tipo antígeno-anticorpo é também influenciada por um sistema parecido com este, e estimula o sistema imunológico a aumentar a produção de glicocorticoides. Ocorre então uma contra reação endógena à imunização. As citokinas, que são importantes na trasmissão da informação entre as células inflamatórias (linfócitos e monócitos),são também envolvidas neste processo. A extensão e duração da reação imune é também regulada via controle da resposta imune endógena.

Esses mecanismos são de difícil entendimento para o paciente, e para sua compreensão e ele deve solicitar o auxilio de seu medico.

De qualquer forma, um objetivo de grande interesse cientifico, são as respostas do sistema imunológico humano ao stress psicológico. Os estudos nestes campos voltam-se para as pessoas que sofrem de depressão, com a perda de seus padrões de vida ou que tenham sido expostas a outros tipos severos de stress psicológico.

A ligação entre o cérebro e o processo imunológico envolve uma rede muito complexa de fatores bioquímicos, neurohormonais e componentes imunológicos, os quais afetam tanto o sentido de emotividade quanto o sistema imunológico do paciente com Crohn.

Por isso, em muitos casos, o ataque da doença inflamatória é exacerbada pelo stress psicológico, e, muitas vezes, o tratamento do problema psicológico permite uma melhora na sintomatologia da inflamação intestinal. Discussões psicoterapêuticas, relaxamento, psicoterapia individual ou grupal, e treinamento podem melhorar os sintomas físicos e as condições gerais dos pacientes.

CONVIVENDO COM A DOENÇA DE CROHN

As doenças inflamatórias intestinais crônicas, que incluem a doença de Crohn e a colite ulcerativa, são entidades clínicas cujas causas não foram ainda conclusivamente identificadas. Por esta razão, medicamentos que tratem a causa ainda não estão disponíveis. Aliança terapêutica entre médico e paciente é caracterizada pela experiência subjetiva da doença que o paciente possui e o conhecimento e a experiência do médico que o trata. Não é infrequente a diferença entre os objetivos do tratamento para o médico e a sensação subjetiva do paciente. Todos os pacientes atravessam longos períodos nos quais a doença é melhor aceita, tolerada, e controlada, assim como outros períodos estressantes, nos quais, muitas vezes eles crêem perder a capacidade para lutar contra a enfermidade. Até que melhores métodos de tratamento estejam disponíveis, o tratamento médico limita-se à melhoria da sintomatologia e da qualidade de vida dos pacientes. Uma dieta adequada, um grande número de diferentes fármacos, assim como o tratamento psicológico e cirúrgico, fazem parte de um amplo espectro de métodos disponíveis para os médicos.

Entretanto, quaisquer que sejam os caminhos preconizados pelo médico, desde os métodos mais conservadores até mesmo uma necessidade cirúrgica, é essencial que eles sejam decidido sem uma franca cooperação médico-paciente.

A formação de grupos de auto-ajuda é particularmente importante. Ë onde os pacientes encontrarão outras pessoas com o mesmo tipo de problema, trocarão experiência, aconselhar-se-ão em relação ao comportamento, dieta e muito mais.

O médico, a família e o grupo de auto-ajuda são parte de um círculo social fechado dos pacientes com Crohn. Discussões intensas sobre a compreensão da doença, assim como as estratégias de tratamento, tornam mais fácil ao paciente conviver com a doença e sua compreensão pelo seu círculo social.

DOENÇA DE CROHN E A GRAVIDEZ

A doença de Crohn pode ocorrer em qualquer idade e, inclusive, pode-se manifestar em mulheres na idade fértil. Receios de que esse distúrbio possa afetar o transcurso da gravidez são infundados. Observações de muitos anos têm demonstrado que pacientes portadoras de Crohn durante a gravidez, apresentam melhora nos seus sintomas que parece estar correlacionada ao status hormonal da mulher.

Em muitos casos, tem sido possível a redução de medidas para tratar a inflamação durante a gravidez. Mesmo se a inflamação se tornar ativa nesse período, existem fármacos relativamente seguros para o tratamento, como a mesalazina ou os corticóides. A probabilidade de parto normal e filhos sadios é idêntica entre pessoas portadoras ou não do mal de Crohn.

A colaboração estreita entre o ginecologista e o médico que trata do processo inflamatório é extremamente importante para a detecção precoce e tratamento de qualquer alteração.

DIETA NA DOENÇA DE CROHN

Não existe um padrão dietético para pacientes com Crohn, mas alguns parâmetros nutricionais podem auxiliar os pacientes a evitar erros na dieta. Doces e frutas em compota com alto grau de açúcar exacerbam a atividade da doença em muitas pessoas. Pão branco, pão de forma e comidas altamente condimentadas não fazem parte da dieta para pacientes com doença de Crohn e deveriam ser substituídos por alimentos com alta quantidade de fibras. Importantes fontes de fibra podem ser encontradas em pão integral e em muitos tipos vegetais. As fibras vegetais auxiliam as funções intestinais.

Entretanto, nos casos de constricção intestinal ( redução da luz intestinal ou estenose ); uma dieta pobre em fibras deve ser seguida.

Tanto médico como paciente precisam estar atentos à possibilidade de má nutrição, que pode ocorrer no ataque inflamatório ou mesmo no curso crônico da doença.

Uma deficiência protêica pode ocorrer:

  • Na presença de dieta desbalanceada ou quando o paciente se recusa a se alimentar por causa do medo da dor.
  • Segmentos inflamados do intestino falham na absorção adequada de nutrientes.
  • Secreções inflamatórias com alta quantidade protéica são excretadas através do intestino.
  • Aumento da excreção protéica por envolvimento renal.

Uma deficiência de ferro ocorre como resultado de perda sangüínea severa. Entretanto, mesmo na fase crônica da doença pode ocorrer distúrbio na utilização do ferro. Ele é um elemento muito importante na formação do sangue e no transporte de oxigênio. Por essa razão a dosagem regular e anual de ferro no sangue é necessário.

Por causa da perda de fluídos propiciada pela diarréia, distúrbios do metabolismo de água eletrólitos podem ocorrer. Estas perdas devem ser repostas pela dieta e por líquidos contendo eletrólitos.

Outros oligoelementos, como magnésio, cobre, selênio e zinco, tem um papel importante na função de vários órgãos.

Perdas dessas substâncias podem ser detectadas em "chek – up" de rotina e devem ser acompanhadas por medicamentos.

TRATAMENTO MEDICAMENTOSO NA DOENÇA DE CROHN

Farmacos anti-inflamatórios devem ser administrados aos primeiros sinais de ativação da doença inflamatória intestinal e mesmo na fase de remição ( quando se torna crônica com redução dos sintomas ) da doença.

CORTISONA

Corticosteroides ( prednisolona e metilprednisolona ) são um dos farmacos mais importantes no ataque da doença de Crohn; sua ação á mais eficaz quando a porção envolvida é o intestino delgado. Uma vez reduzida a atividade da doença, os corticoides devem ser gradualmente interrompidos.

SULFASALAZINA

Essa substância tem uma ação antiinflamatória exclusiva no intestino grosso, quando a sua molécula é quebrada pela bactérias presentes na flora intestinal em mesalazina e sulfapiridina, sendo que somente a mesalazina possui ação antiinflamatória local.

MESALAZINA

A mesalazina foi desenvolvida por causa dos efeitos colaterais que ocorrem com a sulfasalazina, os quais são largamente atribuídos à fração sulfonamida da substância. Muitos anos de estudo tem mostrado que a atividade antiinflamatória da mesalazina é comparável, ao nível do intestino grosso, à sulfasalazina, mas com muitos menos efeitos colaterais.

Formulações mais recentes da mesalazina tem permitido a ação antiinflamatória desde o duodeno até o reto, sendo que esta não é afetada pela presença da diarréia. A mesalazina é disponível sob a forma de comprimidos, supositórios e enema.

OUTROS fármacos também estão disponíveis para o tratamento da doença de Crohn, como o metronidazol , azatioprina , mercapitorina e ciclosporina. São farmacos que devem ser utilizados por curtos espaço de tempo e na agudização severa da enfermidade.

Finalmente, o objetivo de todo o tratamento da doença de Crohn é debelar o processo inflamatório tão eficazmente quando possível. O tratamento médico, a dieta apropriada, o acompanhamento psicológico estendem a fase de remissão da doença ao máximo possível, tornando os episódios de ataque agudos raros. Os pacientes tornam-se assintomáticos e podem continuar sua vida normal, obtendo uma alta qualidade de vida.