terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O que acontece quando estamos estressadas (os)?

1. O que é estresse?
O estresse é uma resposta adaptativa do organismo a situações que podem perturbar o equilíbrio natural. Estas situações geram um estado de excitação emocional, levando à liberação de diversas substâncias, dentre elas a adrenalina. Como resultado, aparecem alterações emocionais e orgânicas, tais como: sensação de ansiedade, sudorese, taquicardia e palpitações. Esta reação é produzida pelo organismo, em um esforço para lidar com uma situação de dificuldade.
A reação de estresse é muito variável e depende das características da pessoa e do meio em que ela vive. Ao longo da vida, ocorrem diversas situações estressoras e as respostas a elas variam com o indivíduo. Uma mesma situação pode provocar estresse em uma pessoa e não afetar a vida de outra.
As situações e acontecimentos que geram a resposta de estresse são denominados estressores. Existe uma grande variedade de estressores, que podem ser classificados como:
- físicos: exposição a temperaturas extremas ou radiação, por exemplo.
- químicos: uso de medicamentos, drogas ou intoxicações.
- biológicos: acidentes, cirurgias ou hemorragias.
- psicológicos: condições de emprego, relações familiares, mortes de entes queridos ou separações.
- sociais: ganhar um prêmio, ser promovido ou não ter dinheiro para pagar as contas.
2. O que ocorre no organismo durante a reação de estresse?
O estresse é constituído, basicamente, por 3 fases, denominadas: alarme, resistência e exaustão.
Na fase de alarme, o organismo mobiliza as suas forças para a defesa contra o agente estressor. Ocorre a liberação de diversas substâncias e hormônios, principalmente a adrenalina. Com isso surgem sintomas, como: taquicardia, dor de cabeça, aumento da pressão arterial, sudorese, irritação, insônia, cansaço, zumbido no ouvido, alterações intestinais, mãos e pés frios, pesadelos e tensão muscular. Se a situação de estresse for resolvida, o corpo volta ao equilíbrio normal. Caso contrário, tem início a fase de resistência.
Nesta fase, começam a aparecer alterações psicológicas, como sensação de medo, nervosismo, alteração do apetite, ansiedade e isolamento.
A fase de exaustão é a fase final da reação de estresse, que ocorre após algum tempo de exposição permanente ao estresse. Neste caso, começa a ocorrer sobrecarga de órgãos e sistemas do organismo, predispondo ao aparecimento ou agravamento de doenças.
O estresse prolongado está relacionado a diversas doenças. A liberação de substâncias em resposta ao estresse pode levar a alteração no peso do corpo, maior risco de osteoporose, alterações no comportamento e nos padrões de sono, dificuldade de cicatrização, aumento no risco de adquirir infecções, aumento na pressão arterial, aumento na acidez do estômago, alterações no ciclo menstrual e maior risco de trombose.
Diversos estudos demonstraram que o estresse aumenta o risco de doenças periodontais, pressão alta, doenças cardíacas, depressão, doenças de pele, distúrbios do sono, calvície, ansiedade e, até mesmo, alguns tipos de câncer.
3. Como prevenir o estresse?
Ao longo da vida, é possível intervir e evitar diversas situações causadoras de estresse.
Na infância e na adolescência, os principais causadores de estresse psicológico são: exposição a violência, abuso (sexual, físico e emocional), conflitos matrimoniais e divórcio dos pais. Os principais efeitos destas situações de estresse são alterações no comportamento, ansiedade, dificuldades escolares e, até mesmo, doenças psiquiátricas, como depressão e transtornos de personalidade. Muitas vezes, estas situações podem ser evitadas ou vivenciadas de forma menos traumática, ajudando a prevenir o estresse.
Entre os adultos, o estresse costuma ser causado por situações do dia-a-dia, trabalho, relacionamentos, diagnóstico de doenças graves e situações traumáticas, como acidentes e mortes de pessoas queridas. É importante aprender a lidar com estas situações, principalmente com aquelas que não são passíveis de prevenção. A procura por ajuda especializada, como o acompanhamento psicológico, pode ajudar a evitar que as situações da vida diária provoquem o estresse.
A sociedade também pode contribuir com a diminuição do estresse. Neste sentido, o combate à violência e o investimento em segurança são medidas importantes. O acesso à educação e ao emprego é outra maneira de evitar situações causadoras de estresse na população.
4. O estresse tem tratamento?
É possível tratar o estresse. O reconhecimento da situação causadora do estresse é uma etapa fundamental para o tratamento. Existem diversas intervenções psicoterápicas que podem ajudar no controle do estresse. São exemplos as terapias de relaxamento, as terapias cognitivas e a musicoterapia. Conversar com outras pessoas e procurar grupos de apoio têm eficácia reconhecida no tratamento do estresse.
A alimentação adequada e a prática de atividades físicas são medidas adicionais no controle do estresse. Estas medidas melhoram o bem estar e ajudam a pessoa a desenvolver resistência contra os agentes estressores. Existe, ainda, o benefício inquestionável sobre o controle do peso e a prevenção de doenças. O consumo de café, chá e chocolate deve ser evitado.
Em algumas situações, pode ser necessário o uso de medicamentos nas fases inicias do tratamento. Esta necessidade é ainda maior quando o estresse está associado à ansiedade ou à depressão. Por isto, é importante procurar auxílio médico para iniciar o tratamento.

Novamente....

O que é o Estresse?
O estresse, seja ele de natureza física, psicológica ou social, é composto de um conjunto de reações fisiológicas que se exageradas em intensidade ou duração podem levar a um desequilíbrio no organismo. A reação ao estresse é uma atitude biológica necessária para a adaptação à situações novas.
Um dos primeiros estudos sobre estresse foi realizado em 1936 pelo pesquisador canadense Hans Selye, que submeteu cobaias a estímulos estressores e observou um padrão específico na resposta comportamental e física dos animais.Selye descreveu os sintomas do estresse sob o nome de Síndrome Geral de Adaptação, composto de três fases sucessivas; alarme, resistência e esgotamento. Após a fase de esgotamento era observado o surgimento de diversas doenças sérias, como úlcera, hipertensão arterial, artrites e lesões miocárdicas.
O estresse pode ser dividido em dois tipos básicos: o estresse crônico e o agudo. O estresse crônico é aquele que afeta a maioria das pessoas, sendo constante no dia a dia mas de uma forma mais suave. O estresse agudo é mais intenso e curto, sendo causado normalmente por situações traumáticas mas passageiras como a depressão na morte de um parente.

Tipos de Estresse
Entre as principais causas do estresse, devemos citar:
Mudanças: uma certa dose de mudança é necessária. Entretanto, se as mudanças violentas podem ultrapassar nossa capacidade de adaptação.
Sobrecarga: a falta de tempo, o excesso de responsabilidade, a falta de apoio e expectativas exageradas.
Alimentação incorreta: não é apenas importante o que comemos, mas também como comemos.
Fumar: o cigarro libera nicotina que, na fase de menor concentração, já provoca reações de estresse leve, depois bloqueia as reações do organismo e causa dependência psicológica.
Ruídos: coloca-nos sempre em alerta, provoca a irritação e a perda de concentração desencadeando reações de estresse, que podem levar até a exaustão.
Baixa auto-estima: tende a se agravar o estresse nestas pessoas.
Medo: o medo acentua nas pessoas a preocupação sem necessidade, uma atitude pessimista em relação à vida ou lembranças de experiências desagradáveis.
Trânsito: os congestionamentos, os semáforos, os assaltos aos motoristas e a contaminação do ar podem desencadear o estresse.
Alteração do ritmo habitual do organismo: provoca irritabilidade, problemas digestivos, dores de cabeça e alterações no sono.
Progresso: a agitação do progresso técnico é acompanhada de aumento das pressões e de sobrecarga de trabalho, aumentando os níveis de exigências, qualitativas e quantitativas. São desses estressores que surgem os principais tipos de estresse que abrangem:
Estresse de Trabalho
Estresse decorrentes de doenças cardíacas e do câncer
Estresse na Infância
Estresse de Envelhecimento Os tipos de estresse são variados e não se restringem aos citados acima. Mas é mais marcante no nosso cotidiano o estresse do trabalho. O mundo do trabalho mudou com o avanço das tecnologias. Hoje, o profissional vive sob contínua tensão, pois, além de suas habituais responsabilidades, a alta competitividade das empresas exige dele aprendizado constante e enfrentamento de novos desafios, o que faz com que, muitas vezes, supere seus próprios limites. Isso pode levá-lo ao estresse. O tipo de desgaste à que as pessoas estão submetidas permanentemente nos ambientes e as relações com o trabalho são fatores determinantes de doenças. Os agentes estressores psicossociais são tão potentes quanto os microorganismos e a insalubridade no desencadeamento de doenças. Tanto o operário, como o executivo, podem apresentar alterações diante dos agentes estressores psicossociais. A ansiedade decorrente das preocupações pode gerar insônia, comer demasiadamente, ou o contrário, comer pouco demais . Duas formas de preocupações se destacam: uma cognitiva, com idéias preocupantes, e outra somática, como sintoma de suor, coração disparado, tensão muscular etc. O estresse surge quando a pessoa julga não estar sendo capaz de cumprir as exigências sociais, sentindo que seu papel social está ameaçado. Então, o organismo reage de modo a dominar as exigências que lhe são impostas. Entretanto, no mundo moderno, não é socialmente aceitável que o estresse cumpra sua função natural de preparar o indivíduo para a fuga ou para a luta. Tal reação seria considerada inadequada do ponto de vista da adaptação dos seres humanos ante um mundo cheio de conflitos e de pseudo-harmonia. Assim, o homem, ao confrontar-se com um estímulo estressor no trabalho é impedido de manifestar reação, ficando prisioneiro da agressão ou do medo, e é obrigado a aparentar um comportamento emocional ou motor incongruente com sua real situação neuroendócrina. Se durar tempo suficiente essa situação de discrepância entre a reação apresentada e o estado fisiológico real, ocorrerá um elevado desgaste do organismo, o que pode conduzir às doenças. Alguns estímulos foram classificados, segundo o tempo necessário para produzirem estresse, em estressores de curto prazo e de longo prazo. Entre os estressores de curto prazo temos o fracasso, a carga de trabalho, a pressão de tempo, ameaça, indução do medo etc e, a longo prazo, as situações de competição, serviços em zonas de perigo, trabalho monótono . Maiores informações clique aqui. Várias das patologias hoje estudadas pela Medicina do Trabalho têm íntima correlação com o estresse. O desgaste a que pessoas são submetidas nos ambientes e nas relações com o trabalho é fator dos mais significativos na determinação de doenças. Este trabalho não escapa ao conhecimento médico, mas também é fato que o espaço dedicado na anamnese à investigação destes aspectos é pequeno em relação à sua importância. No câncer há um colapso da imunidade e resistência do organismo. O fato dos tumores crescerem ou não está relacionado com a eficiência dos processos de imunidade. Assim, se o sistema imunológico encontra-se "desequilibrado", a probabilidade do desenvolvimento da doença aumenta. Como o sistema imunológico é também controlado pelo sistema límbico, podemos acreditar que o paciente com câncer apresenta todo um conjunto de elementos psicossomáticos.
Conseqüências no Organismo
O estresse pode afetar o organismo de diversas formas e seus sintomas podem variar de pessoa para pessoa. Existe uma sensibilidade pessoal que reage quando enfrentamos um problema, e essa particularidade explica como lidamos com situações desafiadoras, decidindo enfrentá-las ou não.Não são só situações ruins que nos deixam estressados. Todas as grandes mudanças que passamos na vida são situações estressantes, mesmo se elas forem boas e que esteja nos fazendo felizes. A necessidade de ajuste deixa o organismo preparado para "lutar ou fugir", aumentando a pressão arterial e e frequência cardíaca, e contraindo músculos e vasos sanguíneos. Na natureza esta adaptação é necessária visto que o animal precisa tomar uma decisão rápida de defesa ou ataque, mas em se tratando de seres humanos que convivem com diversas situações estressantes, esta reação pode ser prejudicial. O excesso de estresse pode causar desde dores pelo corpo e queda de cabelo até sintomas sérios como hipertensão e problemas no coração.O fato de um evento emocional como o estresse afetar o organismo se deve ao íntimo relacionamento entre o sistema imunológico (defesa), sistema nervoso (controle) e sistema endócrino (hormonal). Por isso um estresse intenso pode afetar qualquer um desses sistemas levando à diversidade dos sintomas do estresse.
Sintomas Gerais Aqui são apresentadas reações gerais, mas mais informações sobre como o estresse afeta o organismo e sobre a gravidade dos sintomas podem ser encontradas no Teste seu Estresse.
Físicos
Dores de cabeçaIndigestãoDores muscularesInsôniaIndigestãoTaquicardiaAlergiasInsõniaQueda de cabeloMudança de apetiteGastriteDermatosesEsgotamento físico
Psicológicos
ApatiaMemória fracaTiques nervososIsolamento e introspecçãoSentimentos de perseguiçãoDesmotivaçãoAutoritarismoIrritablilidadeEmotividade acentuadaAnsiedade
Curiosidades
Estresse social pode matar
Pesquisadores americanos descobriram que o estresse social pode dar início a um processo de destruição do sistema imunológico, levando à morte. Esta foi a conclusão de uma pesquisa feita com ratos, onde detectou-se que o estresse pode estimular à inflamações perigosas. A descoberta, de acordo com os pesquisadores, pode ser muito importante para os seres humanos.
Estresse diminui assiduidade no trabalho
Uma pesquisa publicada na Grã-Bretanha mostra que o estresse está levando os funcionários de empresas a faltarem cada vez mais ao trabalho. O estresse é mais intenso entre pessoas na faixa etária de 35 a 44 anos. O problema aumenta ainda mais entre pessoas que permanecem no mesmo emprego por muito tempo. Os mais estressados estão nas profissões de enfermagem e no magistério. O professor Cooper recomenda que os gerentes de empresas "elogiem e recompensem" seus funcionários ao invés de puní-los, para que o estresse no ambiente de trabalho diminua.
Estilo de vida - Estresse
Uma pesquisa divulgada pela Fundação Britânica para o Coração - British Heart Foundation - mostra que o risco de doenças cardíacas é maior do que se esperava para as mulheres que levam vida sedentária. O estresse no trabalho, a depressão e a falta de alimentação adequada são os principais fatores que levam a ataques cardíacos. As estatísticas da Fundação para o ano 2000 indicam que o estresse no trabalho - que afeta pelo menos um terço dos homens e mulheres - e a depressão podem prejudicar o coração, mas muita gente acaba piorando as coisas ao tentar buscar alívio. "Fumar, consumir bebidas alcoólicas, alimentos gordurosos, passatempos como assistir à TV, infelizmente são fatores de risco que podem aumentar maciçamente o risco de problemas cardíacos", disse o Professor Andrew Stepped, indicado pela Fundação Britânica do Coração para participar do estudo. Ficar se apressando para ir ao trabalho no dia a dia não é o suficiente. Não é que as pessoas têm que começar a jogar squash imediatamente. Ir à pé de casa até a estação de trem e voltar de novo pra casa à pé pode dar às pessoas a meia hora de exercício físico diário de que elas precisam", disse uma porta-voz da British Heart Foundation.
Pesquisa mostra que homens são mais predispostos ao estresse
Uma pesquisa da Universidade de Cambridge mostra que homens podem ser naturalmente mais predispostos ao stress, mesmo antes do nascimento.A pesquisa mostra que a razão pode ser o maior índice do hormônio cortisona entre os homens do que entre as mulheres.Cientistas examinaram os níveis do hormônio em fetos de carneiros e verificaram que os níveis do cortisona são maiores entre os machos do que entre as fêmeas. Eles acreditam que a descoberta, apresentada no encontro anual da Sociedade de Endocrinologia britânica, também pode ser aplicada aos seres humanos e pode explicar porque os dois sexos reagem de forma diferente ao stress. "Há muito tempo nós sabemos que homens e mulheres respondem de forma diferente a condições de stress", explicou o chefe do estudo, doutor Dino Giussani. "Pensava-se que os motivos eram ambientais, mas agora nós mostramos que essas diferenças são determinadas desde o nascimento", afirmou. O estudo com carneiros mostrou que os machos tinham o dobro de cortisona do que as fêmeas. "Este trabalho também mostra que o sexo masculino pode ser mais predisposto do que o feminino a reagir de forma exagerada a condições de stress mais tarde", disse. Giussani disse que o estudo vai agora continuar com fetos humanos.
Estresse no trabalho, dor nas costas
Uma rotina de trabalho estressante pode ser a causa da dor nas costas de muita gente. Um estudo da Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos, mostra que as pessoas estressadas acabam usando os músculos errados na hora de pegar alguns objetos. Se essa pessoa for levantar algo pesado, pode acabar com uma dor nas costas. Além disso, os pesquisadores acreditam que algumas pessoas com certos tipos de personalidade têm maior tendência a dores nas costas. Esse é o caso das pessoas mais introvertidas - descoberta que deixou intrigados os cientistas.
Estresse e cafézinho
Tomar muito café prejudica a produtividade no trabalho, de acordo com uma pesquisa encomendada por uma fábrica de água mineral.Segundo os pesquisadores, o consumo de 3,5 xícaras de café acarreta lapsos de concentração e ajuda a aumentar o stress. Os resultados da pesquisa também condenam o excesso de chá, que, de acordo com os pesquisadores contratados pela fabricante de água mineral Volvic, produz efeito similar aos do café por meio do aumento do nível de cafeína no organismo. A pesquisa foi feita com mil pessoas que trabalham em escritórios. Desse total, 76% disse que tomava café, chá ou refrigerantes que contêm cafeína pelo menos três vezes por dia.
Estresse e cocaína
Estudos realizados nos últimos anos sobre a iniciação, manutenção e recaída no uso de cocaína ou morfina demonstraram que o estresse é uma variável importante nesse processo. No entanto, pesquisa realizada recentemente no Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, conseguiu aprofundar a análise e demonstrou que não é qualquer tipo de estresse que pode potencializar o uso de drogas. A farmacêutica Ana Paula Natalini de Araujo defendeu no ICB a tese Aspectos comportamentais e moleculares da sensibilização cruzada entre estresse e cocaína. O objetivo do trabalho foi avaliar a sensibilização cruzada entre estresse e cocaína, bem como os mecanismos neurais envolvidos no processo. Utilizando ratos de laboratório, Ana Paula trabalhou com dois grupos: um exposto ao que ela chama de estresse previsível (EP) e outro exposto ao estresse imprevisível (EI). "O EP é aquele cujos estímulos estressores são sempre os mesmos. Já no EI, há uma variação" explica. Com isso, foi possível determinar como a dependência de cocaína nesses animais diferencia-se pelo tipo de estresse vivido. "Desta forma, percebemos como o EP aumenta os efeitos da droga", conta. O resultados mostraram que somente os animas expostos ao EP aumentaram a locomoção induzida pela cocaína se comparada à atividade dos animais controle (que não receberam estresse). "Esse aumento da atividade locomotora é chamado de sensibilização comportamental cruzada entre estresse e cocaína", explica, acrescentando que "isso sugere que o EP 'potencializou' os efeitos da cocaína, ou seja, o desenvolvimento da sensibilização comportamental cruzada entre o EP e cocaína indica que a exposição a ele aumenta a propensão da vulnerabilidade ao abuso da cocaína".

Tratamentos
Tratamentos convencionais
RemédiosSomente um proficional poderá indicar o melhor rémedio para cada caso, porém os mais utilizados são: calmantes, anti-depressivos entre outros.
AlimentaçãoDurante o processo de estresse, o organismo perde muitas vitaminas e nutrientes, portanto para repor essa perda é recomendado comer muitas verduras e frutas, pois são ricas em vitaminas do complexo B, vitamina C, magnésio e manganês. Brócolis, chicória, acelga e alface são ricos nesses nutrientes. O cálcio pode ser reposto com leite e seus derivados.
Atividade FísicaQualquer atividade física proporciona benefícios ao organismo, melhorando as funções cardiovasculares e respiratórias, queimando calorias, ajudando no condicionamento físico e induzindo a produção de substâncias com caráter relaxante e analgésico, como a endorfina.Segundo pesquisas realizadas na UNIFESP-EPM,a atividade física masi eficaz é a natação, pois além de obter todos os benefícios do esporte, tem menores riscos de lesões.
Tratamentos não convencionais
Medicina alternativa cosiste em tratamentos não convencionais, ou seja, não há uso de remédios ou cirurgia. Entre estes tratamentes alternativos podem ser citados: fitoterapia, acupuntura, cromoterapia, reike, entre outros. Alguns deles não são aceitos na comunidade científica ou por médicos. Apesar disto, em algumas pessoas estes tratamentos podem ter um efeito placebo. Esse efeito consiste em uma modulação psíquica do sistema imunológico.
FitoterapiaEste é um tratamento feito com plantas. Apesar de natural, dependendo da dose pode causar intoxicação. Algumas plantas recomendadas para o combate ao estresse são: melissa, rosa branca, valeriana, maracuja.
AcupunturaEsta é uma técnica chinesa que consiste em aplicações de agulhas em locais específicos do corpo estimulando neurônios que ativam vários sistemas, como endócrino e o imunológico. Isto tem como resultado uma melhora geral do corpo.
ReikeÉ uma técnica japonesa que consiste em reequilibrar a energia do corpo. As trocas de energias são feitos entre as mãos e pontos energéticos específicos (xácaras).
MassagemHá várias técnicas de massagem, dentre elas podem ser citadas shiatsu, quick massage dentre outras. Todas as técnicas de massagem tentam promover um equilíbrio físico, mental e energético.
Dança BioenergéticaAtravés de movimentos de expressão corporal, cria-se um processo de harmonia com o corpo, mente e espírito.
AromoterapiaÉ um tratamento feito a base de odores. Alguns odores causam prazer ajudando a restabelecer a saúde.
CromoterapiaÉ um tratamento feito com cores. As ondas eletromagnéticas que as cores emitem, ativam a imaginação, trazendo uma reação positiva ao organismo. As cores indicadas para o estresse são: verde, violeta e azul.

Teste
A evolução do estresse se dá em três fases: alerta, resistencia e exaustão. Neste teste é avaliada em que fase o seu estresse se encontra com base em alguns sintomas que costumam estar relacionados a cada uma delas. É importante alertar que as formas pelas quais o estresse se manifesta podem mudar muito de pessoa para pessoa e que este teste é apenas uma referência. Em caso de dúvida deve-se procurar um médico para um aconselhamento mais preciso..
Fase de alertaA primeira fase ocorre quando o indivíduo entra em contato com o agente estressor e o seu corpo perde o seu equilibrio. Tem-se os seguintes sintomas:
Mãos e/ou pés frios
Boca seca
Dor no estômago
Aumento de sudorese
Tensão e dor muscular por exemplo na região dos ombros
Aperto na manidíbula/ranger os dentes ou roer unhas/ponta da caneta
Diarréia passageira
Insônia
Taquicardia
Respiração ofegante
Hipertensão súbita e passageira
Mudança de apetite
Agitação
Entusiasmo súbito
Se você tem menos que 7 desses sintomas é possível que o seu corpo não esteja sendo afetado pelo estressor. Lembramos mais uma vez que este teste não é muito preciso e que casos de estresse podem se manifestar de formas diferentes.Se você tem 7 ou mais destes sintomas é provável que já tenha atingido a fase de alerta.Continue o teste.
Fase da resistênciaNa segunda fase o corpo tenta voltar ao seu equilibrio. O organismo pode se adaptar ao problema ou elininá-lo. Tem-se os seguintes sintomas:
Problemas com a memória
Mal-estar generalizado
Formigamento nas extremidades
Sensação de desgaste físico constante
Mudança de apetite
Aparecimento de problemas dermatológicos
Hipertensão arterial
Cansaço constante
Gastrite prolongada
Tontura
Sensibilidade emotiva excessiva
Obsessão com o agente estressor
Irritabilidade excessiva
Desejo sexual diminuido
Se você tem menos que 4 desses sintomas sua fase de estresse é de ALERTA.Se você tem 4 ou mais destes sintomas você provavelmente já atingiu a fase de alerta e ultrapassou.Continue com o teste.
A Fase da ExaustãoA exaustão é a terceira fase do estresse. É perigosa pois se tem diversos comprometimentos físicos em forma de doença. Os sintomas são:
Diarréias frequentes
Dificuldades sexuais
Formigamentos nas extremidades
Insônia
Tiques nervosos
Hipertensão arterial confirmada
Problemas dermatológicos prolongados
Mudança extrema de apetite
Taquicardia
Tontura frequente
Úlcera
Impossibilidade de trabalhar
Pesadelos
Apatia
Cansaço excessivo
Irritabilidade
Angústia
Hipersensibilidade emotiva
Perda do senso de humor
Se você teve menos que 9 desses sintomas nos últimos três meses sua fase de estresse é RESISTÊNCIA.Se você teve 9 destes sintomas nos últimos três meses sua fase de estresse é EXAUSTÃO e deve-se procurar ajuda médica.
Se você se enquadra em alguma das fases aqui mostradas deve-se procurar alguma forma de tratamento adequado.

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