terça-feira, 15 de dezembro de 2009

CObras

MILKSNAKE
Nome científico: Lampropeltis triangulum
Ambiente: desde as regiões semi-áridas da fronteira dos EUA-México até a base das montanhas rochosas.
Hábitos: noturnos, os animais que vivem mais ao norte, ou em grandes altitudes, hibernam no inverno.
Porte: em cativeiro, chegam a cerca de 40 a 120 cm.
Temperatura: deve ser mantida entre 22º e 30º C, de acordo com a origem do animal. Temperaturas abaixo de 10º C obrigam os animais a entrar em hibernação.
Terrário: uma caixa de vidro de 1000 litros de profundidade e sempre fechada para evitar fugas. Preferencialmente, uma das faces deve ser coberta. Coloque arbustos e plantas baixas. Alguns galhos são necessários para que a cobra posa se enrodilhar e ofereça também um tanque d’água para banhos.
Alimentação: principalmente camundongos, aceitando também lagartos que podem ser oferecidos vivos.
Dimorfismos: a cauda dos machos é mais longa e a das fêmeas é mais achatada.
Reprodução: ocorre na primavera com o aumento da temperatura e a fecundação é interna. Em terrários, o aumento da temperatura e da umidade relativa predispõe a cobra para a cruza.
Obs: o período de alimentação da cobra comumente é de um camundongo por semana.



@ JIBOIA ESMERALDA
Nome científico: Corallus caninus.
Ambiente: florestas tropicais úmidas.
Hábitos: arborícolas, vivendo sempre perto de rios. Raramente descem à grama mesmo para refrescar-se: fazem um gancho com o corpo e projetam a cabeça em direção ao solo.
Porte: de 1,50 a 2,50 m.
Temperatura: entre 25º e 30º C. À noite pode-se baixar a temperatura( nunca menos de 20º C).
Iluminação: fora da estação do acasalamento, os períodos de luz e sombra devem Ter idêntica duração.
Terrário:pelos hábitos da jibóia esmeralda, o terrário deve ser mais alto do que largo.O ideal tem 1 m2 .de área e 2 m. de altura. Devendo ser instalados galhos horizontais com a distância mínima de 1 m. do “chão” para a cobra se enrodilhar(enrolar). O fundo deve ser forrado de folhas secas e deve ser providenciado um espelho d’água.
Alimentação: em seu habitat, comem pássaros, morcegos e lagartos; em cativeiro podem ser acostumados com ratos e camundongos previamente abatidos; às vezes é necessário segurar a presa(devendo ser feito com pinças longas) para as cobras que comem bem menos do que pítons e outras boas(jibóias) e em períodos mais espaçados.
Dimorfismos: os machos apresentam 14 ou 15 escamas sub caudais enquanto as fêmeas tem apenas três.
Reprodução: a elevação da temperatura, do tempo de exposição à luz e da umidade relativa do ar predispõe ao acasalamento. Criadores tem obtido sucesso na reprodução de casais que são criados juntos e também com a introdução de um macho no ambiente de duas fêmeas ou mais.
Obs: a identificação do sexo deve ser feita por um veterinário ou criador experiente.



@ PITON REAL
Nome científico: Python regius
Ambiente: matas abertas, campos e savanas. Podem ser também encontrada em campos de cultivo.
Temperamento: os capturados adultos apresentam dificuldade de aclimatação, deixando-se inclusive morrer de fome. Os problemas mais comuns são parasitoses internas e externas e machucados sofridos na captura e transporte.
Longevidade: em cativeiro vivem entre 20 e 30 anos. Há um espécime, no Zoológico da cidade do México, com 47 anos de idade.
Porte: de 1 a 1,50 m.(o recorde em cativeiro é uma cobra norte americana de 1,80m.).
Temperatura: entre 26º e 33º C. À noite pode ficar entre 21º e 26º C. Para controlar a temperatura, o ideal é o termostato externo, já que as pedras térmicas podem causar queimaduras na pele da cobra. No caso de aquecedores instalados embaixo do viveiro, a área do aquário que fica em contato com o calor deve ser coberto com pedras de ardósia, que irradiam o calor.
Terrário: um aquário com capacidade de 75 a 100 litros oferece espaço para um espécime, mas o ideal são os maiores (cerca de 200 litros). No substrato, córtex de árvores e folhas secas. Galhos e pedras decorativas decorativas devem ser introduzidas para auxiliar as cobras na troca de pele. Um esconderijo(que pode ser de madeira)é fundamental, pois alguns espécimes só se alimentam quando estão ocultos. É preciso que se ofereça água para a cobra beber e molhar a pele.
Alimentação: camundongos e ratos abatidos. Animais que recusem alimento por 2 meses devem ser levados ao veterinário.
Obs: atenção, nunca ofereça gerbils e hamsters para alimentá-las pois se tornam animais agressivos na presença de predadores, podendo matar a cobra.



@ PITON RETICULADA
Nome científico: Python reticulatus
Hábitos: arborícolas. Vivem sempre perto de fontes d'água. Com o crescimento populacional é comum encontrar pítons reticuladas nas áreas suburbanas das grandes cidades, como Bangcoc(Tailândia) e Kuala Lampur(Indonésia).
Porte: entre 7,5 e 9m.. Já foi encontrado um espécime de 13m. em Sulawesi(Indonésia), morto em 1912.
Temperatura: entre 25º e 30º C.
Terrário: espaçoso e resistente(3mx2mx1,5m). Deve ser reservada uma área de segurança (uma "gaiola" com portas gradeadas de saída e acesso ao interior do ambiente). O terrário deve ficar permanentemente trancado.
Alimentação: alimentam-se de mamíferos, como camundongos, podendo ser oferecidas aves, como galinhas. Embora em seu habitat ataque animais maiores: veados, macacos, poscos.
Dimorfismos: a diferenciação só pode ser feita através de exame veterinário. Em geral, as fêmeas são maiores.
Reprodução: as pítons tornam-se maduras aos dois anos de idade. A fecundação é interna, através da pressão das cloacas.
Obs: nascem alaranjados, existindo espécies variados como calico, albino, tigrado e supertigre.



@PITON DA BIRMÂNIA
Nome científico: Piton molurus bivittatus
Ambiente: Florestas e campos.
Hábitos: Noturnos.São animais terrestres e agressivos. Sobem em árvores com facilidade mas devido ao peso de seu corpo, é dificilmente encontrado em árvores. Matam suas vítimas por asfixia e raramente encontram-se na água apesar de nadarem bem.
Longevidade: Podem viver mais de 30 anos.
Porte: Aproximadamente 7,50 metros.
Temperatura: Semelhante à do ambiente.
Alimentação: Alimentam-se de todos os mamíferos que conseguem capturar, desde roedores até felinos. Consumindo também aves, lagartos e outros vertebrados.
Postura: Após a postura, a fêmea mantém-se sobre os ovos com a mesma finalidade das aves, para aquecê-los.



@ RATSNAKE
Nome científico: Elaphe obsoleta
Ambiente: florestas temperadas, pântanos, locais rochosos(com vegetação) e com a ampliação das terras cultivadas, adaptou-se em viver nas fazendas.
Hábitos: arborícolas. Caçam durante o dia na primavera e outono; no verão tornam-se noturnas. Sob temperaturas muito baixas, reduzem o seu metabolismo e ficam praticamente imobilizadas.
Porte: média de 1,80m., mas existem exemplares maiores.
Temperatura: entre 20º e 25º C.
Iluminação: os períodos de luz e sombra devem ter a mesma duração; a redução de luz obriga o animal a diminuir seu metabolismo e enquanto o aumento favorece o acasalamento.
Terrário: em função do seu hábito arborícola, deve ser mais alto que largo. As dimensões ideais são 80cm de largura e 150cm de altura.
Alimentação: camundongos são o prato principal. No seu ambiente natural coletam também ovos e pássaros.
Reprodução: a corte, bastante rápida, ocorre na primavera. Os ovos(de 6 a 14) são botados um mês depois e, algumas vezes, uma segunda postura ocorre no final do verão.



FICHAS - RESUMO


@ JIBÓIA
Nome científico: Boa constrictor.
Distribuição: Do México ao norte da Argentina.
Ambientes: Matas, Cerrados e Caatingas.
Alimentação: Alimenta-se de roedores, aves, coelhos, entre outros.
Reprodução: Produz de 8 a 49 filhotes por ninhada, após gestação de 127 a 249 dias.
Longevidade: Aproximadamente 20 anos de idade.



@ SUCURI
Nome científico: Eunectes notaeus.
Distribuição: Região central da América do Sul.
Ambientes: Rios, lagos e matas próximos a rios.
Alimentação: Alimenta-se de roedores, aves, coelhos, etc.
Reprodução: Produz de 5 a 19 filhotes por ninhada, após gestação de 225 a 270 dias.
Longevidade: Aproximadamente 30 anos de idade.
Obs.: A Sucuri é também conhecida, e muito, como Anaconda.


Nome comum
Cobra-de-água-de-colar

Nome científico
Natrix natrix

Identificação
Cobra relativamente grande que mede, em geral, cerca de 100 a 120 cm de comprimentos total, mas pode, por vezes, atingir os 200 cm. Cabeça larga, relativamente grande, bem diferenciada do resto do corpo e com focinho arredondado. Em geral com uma placa pré-ocular, três pós-oculares e sete supralabiais (mais raramente seis ou oito). Corpo robusto, coberto dorsalmente por escamas carenadas, que se encontram distribuídas em 19 fiadas no centro do corpo. Dorso com uma coloração de fundo acizentada, acastanhada ou verde olivácea, podendo apresentar pequenas manchas escuras dispersas irregularmente. As escamas supralabiais apresentam, frequentemente, um rebordo negro na zona de sutura. Região ventral de cor esbranquiçada ou acizentada, com manchas quadrangulares escuras.

Habitat
Habita uma grande variedade de biótopos, ocorrendo quase sempre junto a cursos de água, lagoas ou charcos, preferencialmente em bosques, zonas agrícolas e matagais. Pode encontrar-se também em águas salobras.

Reprodução
A sua reprodução ocorre sobretudo durante a Primavera e o Outono. Os acasalamentos têm lugar entre Abril e maio, embora possam ocorrer também entre o final do Verão e o Outono. As fêmeas depositam 6-70 ovos, entre Junho e Julho, em geral debaixo de troncos de madeira, montes de estrume e em buracos naturais. Em alguns casos, a postura é comunal, podendo-se observar num mesmo local centenas de ovos, inclusivamente misturados com os da cobra-de-água-viperina. A eclosão ocorre após um mês e meio a dois meses de incubação, normalmente entre finais de Agosto e Outubro. A maturidade sexual é atingida entre 4-5 anos, nas fêmeas (sensivelmente a partir dos 60 cm de comprimento total) e aos três anos, nos machos (a partir dos 40 cm de comprimento total).

Curiosidades
A longevidade máxima observada é de 19 anos de idade.

A sua alimentação é constituída essencialmente por invertebrados, anfíbios (larvas e adultos) e peixes. Ocasionalmente inclui também na dieta micromamíferos e répteis.

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